Porto Alegre, terça-feira, 21 de julho de 2020.

Jornal do Comércio

Porto Alegre,
terça-feira, 21 de julho de 2020.
Corrigir texto

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Saúde

- Publicada em 17h02min, 04/03/2020. Atualizada em 12h50min, 05/03/2020.

Coronavírus: Brasil tem o terceiro caso confirmado da doença

Dos dois novos casos, ao menos um deles também é de São Paulo, mas não há mais detalhes

Dos dois novos casos, ao menos um deles também é de São Paulo, mas não há mais detalhes


ARTE/FOTO GOVERNO CHINÊS/DIVULGAÇÃO/JC
O Ministério da Saúde confirmou ontem o terceiro caso do novo coronavírus no Brasil. Todos os três são no estado de São Paulo. Até o momento, o país investiga 530 casos possíveis, conforme balanço da pasta divulgado ontem. Os dois primeiros pacientes que tiveram a confirmação da doença covid-19 estão em isolamento domiciliar. Ainda não há mais informações sobre o terceiro paciente. No Rio Grande do Sul, são 98 ocorrências suspeitas.
O Ministério da Saúde confirmou ontem o terceiro caso do novo coronavírus no Brasil. Todos os três são no estado de São Paulo. Até o momento, o país investiga 530 casos possíveis, conforme balanço da pasta divulgado ontem. Os dois primeiros pacientes que tiveram a confirmação da doença covid-19 estão em isolamento domiciliar. Ainda não há mais informações sobre o terceiro paciente. No Rio Grande do Sul, são 98 ocorrências suspeitas.
O novo caso confirmado trata-se de um paciente de 46 anos, que esteve na Espanha, Itália, Áustria e Alemanha. "Ele está clinicamente bem. Já foi levantado em qual voo ele estava, e as pessoas próximas a ele já foram notificadas e serão monitoradas", explicou o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta.
> Acesse tudo sobre o coronavírus, o que é, contágio, prevenção e situação pelo mundo e no Brasil
Um outro caso em investigação, também de São Paulo, já tem resultado positivo em um teste realizado por um laboratório privado e aguarda contraprova do Instituto Adolfo Lutz. Trata-se de uma mulher jovem que de viajou para Lisboa, em Portugal, e depois para Milão e Dolomitas, na Itália.
Entre os casos em investigação, 135 são em São Paulo, 98 no Rio Grande do Sul e 82 em Minas Gerais. Na terça-feira, o Ministério da Saúde decidiu incluir os Estados Unidos na lista de países cujo histórico recente de viagens por pacientes deve ser observado pela rede de saúde para definir casos de suspeita de infecção pelo novo coronavírus.
Até então, eram considerados apenas os pacientes com febre e outros sintomas respiratórios -como tosse e dificuldade para respirar - e histórico de viagens a 16 países onde havia mais de cinco casos de transmissão local. O intervalo para esse histórico é de até 14 dias antes do início dos sintomas.
Com isso, o total de países monitorados chega a 29. A mudança ocorre após análise de que há transmissão local do vírus em algumas regiões dos Estados Unidos, como a Califórnia. Os países monitorados são China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Japão, Singapura, Austrália, Malásia, Vietnã, Itália, Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, Suíça, Noruega, Países Baixos, Croácia, Grécia, Finlândia, Dinamarca, San Marino, Tailândia, Indonésia, Irã, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Canadá. Filipinas e Camboja não têm casos confirmados, mas estão na região afetada e por isso também entram na lista.
Enquanto isso, cientistas chineses descobriram como novo coronavírus entra no organismo. A descoberta se deu em uma velocidade sem precedentes na história da ciência. Publicada em caráter extraordinário na Science, o avanço é crucial para o desenvolvimento de medicamentos, vacinas e novos testes de diagnóstico para o Covid-19.
Segundo o novo estudo, o vírus se liga a uma proteína presente na membrana celular. Ao determinar a proteína que serve de porta de entrada para a doença, os cientistas oferecem um importante alvo para a ação de novas drogas. O próximo passo é ampliar o estudo para definir a estrutura completa dessa proteína. O estudo foi realizado por pesquisadores do Instituto para Estudos Avançados de Hangzhou, da Universidade Westlake de Hangzhou e da Universidade de Pequim.
Comentários CORRIGIR TEXTO