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Saúde

- Publicada em 18h35min, 05/02/2020. Atualizada em 18h57min, 05/02/2020.

Coronavírus: Porto Alegre tem o primeiro caso suspeito

Aeronaves com tripulantes e sete médicos, sendo um infectologista do Ministério da Saúde, decolaram nesta quarta-feira

Aeronaves com tripulantes e sete médicos, sendo um infectologista do Ministério da Saúde, decolaram nesta quarta-feira


MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL/JC
O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira (5) o monitoramento da situação do novo coronavírus no País. São 11 casos suspeitos, sendo que cinco deles são no Rio Grande do Sul - o estado com maior número de casos. As outras suspeitas se concentram em São Paulo (4), Rio de Janeiro (1) e Santa Catarina (1).
O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira (5) o monitoramento da situação do novo coronavírus no País. São 11 casos suspeitos, sendo que cinco deles são no Rio Grande do Sul - o estado com maior número de casos. As outras suspeitas se concentram em São Paulo (4), Rio de Janeiro (1) e Santa Catarina (1).
Das notificações suspeitas no Estado, uma é de Porto Alegre - a primeira na Capital. Trata-se de um bebê de seis meses, filho de brasileiros, que nasceu na China e lá reside com a família. Na noite de terça-feira (4), a criança recebeu atendimento médico em Porto Alegre, onde estava de passagem com os pais. Conforme a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), os sintomas apresentados pelo bebê são considerados leves, e a família já está em outro município. A recomendação foi que ele seja mantido em isolamento respiratório, ou seja, fique em casa até sete dias ou até não ter mais sintomas. 
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Nesta quinta-feira (6), os secretários de saúde dos Estados e das capitais brasileiras estarão reunidos, em Brasília, com o ministério para debater as ações elaboradas para o enfrentamento ao novo coronavírus. O governo federal solicitou a atualização de planos de contingência aos estados e capitais. Os gestores irão discutir os protocolos e medidas de prevenção, de acordo com a realidade de cada localidade.
A situação do vírus no mundo se agravou. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou ontem que, nas 24 horas entre terça e quarta-feira, foi registrado o maior número de novos casos de coronavírus (2019-nCoV) - 491 mortes e 24.363 casos confirmados, no dia anterior eram 20.438. Também ontem, o ministro da Defesa do Brasil, general Fernando Azevedo e Silva, deu detalhes sobre a operação de resgate de brasileiros em Wuhan, na China.
Segundo o general, o Brasil não tinha uma aeronave adequada para fazer o resgate de 34 brasileiros que vivem na região de Wuhan. Pouco antes da decolagem de dois aviões da frota presidencial, que saíram às 12h20min desta quarta-feira, o ministro disse que o governo Jair Bolsonaro agiu "rápido".
Questionado sobre o fato de países europeus e o Japão já terem iniciado as tratativas e até o efetivo resgate de seus cidadãos desde o fim do mês passado, o ministro disse que as condições são "diferentes". O Brasil só decidiu realizar a busca no domingo passado. A missão foi planejada e preparada, com envio de equipamentos do Rio de Janeiro, em 48 horas.
Em cada aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB), irão tripulantes e sete médicos, sendo seis militares e um infectologista especialista em epidemias do Ministério da Saúde. Além disso, haverá um cinegrafista da Empresa Brasil de Comunicação. Os 34 passageiros serão divididos entre as duas aeronaves, para minimizar riscos de infecção. Os médicos também devem se revezar a cada 3 horas no contato com os passageiros.
A previsão da FAB é que os aviões VC-2 aterrissem em Wuhan na madrugada de sexta-feira e iniciem a perna de retorno no mesmo dia, embora operações semelhantes de outros países tenham apresentado atrasos nos trâmites de embarque por causa dos protocolos de saúde. A chegada ao Brasil é prevista para a manhã de sábado.
"Todas as pessoas que vão embarcar estão sadias, não há nenhuma evidência do vírus", disse Damasceno. Porém, os resgatados podem apresentar evolução nos sintomas durante o voo. Por isso, as equipes médicas militares foram treinadas pelo Instituto de Medicina Aeroespacial para realizar uma evacuação e instalar um equipamento "bolha" no paciente.
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