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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Saúde

Edição impressa de 05/02/2020. Alterada em 05/02 às 09h47min

Rio Grande do Sul terá 138,1 mil novos casos de câncer até 2022

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou, ontem - Dia Mundial do Câncer -, as novas estimativas nacionais de incidência de neoplasias no Brasil. Conforme o estudo, o País terá ao redor de 625 mil novos casos por ano no triênio 2020-2022 - um total 1,875 milhão de ocorrências. O Rio Grande do Sul, por sua vez, deverá ter 46.060 registros novos ao ano, totalizando 138,1 mil ao final do triênio.
O Instituto Nacional do Câncer (Inca) divulgou, ontem - Dia Mundial do Câncer -, as novas estimativas nacionais de incidência de neoplasias no Brasil. Conforme o estudo, o País terá ao redor de 625 mil novos casos por ano no triênio 2020-2022 - um total 1,875 milhão de ocorrências. O Rio Grande do Sul, por sua vez, deverá ter 46.060 registros novos ao ano, totalizando 138,1 mil ao final do triênio.
O trabalho do Inca também traz dados relativos às capitais. A estimativa aponta que Porto Alegre terá 6.440 novas ocorrências de neoplasias por ano - total de 19.320 ao fim do período de três anos.
O Inca também detalha os novos casos de câncer infanto-juvenis para cada ano do triênio 2020-2022. São esperadas 8.460 ocorrências anuais - 4.310 para o sexo masculino e 4.150 para o sexo feminino. No Rio Grande do Sul, devem ser registrados 300 novos casos ao ano no período.
A maioria dos 625 mil novos casos anuais no País se refere a ocorrências de tumores de pele não melanoma (177 mil). Depois desse tipo, os cânceres mais comuns são os de mama e próstata (66 mil cada), cólon e reto (41 mil), pulmão (30 mil) e estômago (21 mil).
"O câncer é um indicador socioeconômico claro, e o Brasil é muito desigual. Onde o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) é mais baixo, estão lá o câncer de útero e de estômago", diz a oncologista Maria Inês Gadelha, diretora do Departamento de Atenção Especializada da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.
O câncer é o principal problema de saúde pública no mundo e já está entre as quatro principais causas de morte prematura (antes dos 70 anos) na maioria dos países. Segundo o Inca, 7,6 milhões de pessoas morrem em todo o mundo por causa do câncer a cada ano. Mais da metade - 4 milhões - tem entre 30 e 69 anos. A previsão, conforme o instituto, é que 6 milhões de pessoas morram prematuramente por ano até 2025, caso não sejam adotadas medidas de prevenção.
Ontem, a Organização Mundial de Saúde (OMS) também divulgou dados sobre as neoplasias. Segundo a organização, os registros da doença aumentarão cerca de 81% nos países em desenvolvimento até 2040. Em um comunicado divulgado na segunda-feira, a Organização das Nações Unidas alerta que, se as tendências atuais se mantiverem, o mundo registrará um aumento global de 60% dos casos de câncer nas próximas décadas.
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