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Porto Alegre, terça-feira, 04 de fevereiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Saúde

03/02/2020 - 19h54min. Alterada em 04/02 às 11h34min

Brasil monitora 14 casos suspeitos de coronavírus

Os Estados Unidos já confirmaram 11 casos de coronavírus

Os Estados Unidos já confirmaram 11 casos de coronavírus


ARTE/FOTO GOVERNO CHINÊS/DIVULGAÇÃO/JC
Boletim do Ministério da Saúde mostra que 14 pacientes são monitorados no Brasil por suspeita de terem sido infectados por coronavírus. Antes do meio-dia, 16 casos eram considerados suspeitos, mas 2 foram excluídos. "A tendência é que com o volume de casos vamos conseguir descartar os casos cada vez mais rapidamente", afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista coletiva à imprensa na tarde de segunda-feira (3).
Boletim do Ministério da Saúde mostra que 14 pacientes são monitorados no Brasil por suspeita de terem sido infectados por coronavírus. Antes do meio-dia, 16 casos eram considerados suspeitos, mas 2 foram excluídos. "A tendência é que com o volume de casos vamos conseguir descartar os casos cada vez mais rapidamente", afirmou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, em entrevista coletiva à imprensa na tarde de segunda-feira (3).
Os casos suspeitos estão no Rio de Janeiro (1), em São Paulo (7), no Rio Grande do Sul (4) e em Santa Catarina (2). O Ministério da Saúde também descartou 13 casos para investigação de possível relação com a infecção humana pelo novo coronavírus.
Segundo Mandetta, o país vai decretar estado de emergência pública quanto ao coronavírus, mesmo sem a confirmação de casos. isso porque, segundo o ministro, a medida é indispensável para a repatriação dos 40 brasileiros que estão na cidade de Wuhan, na província de Hubei, região central da China.
Até o momento, o ministro descartou barrar a entrada de chineses ou de viajantes vindos da China no Brasil, como foi feito pelos Estados Unidos. "Essa é uma medida inócua, sem nenhuma eficácia comprovada", argumentou.
O ministro revelou que o protocolo de quarentena para os brasileiros vindos de Wuhan será mais longo do que o previsto. "A quarentena será de 18 dias. São 4 dias de margem de segurança. Ainda estamos organizando a logística. A operação de busca será feita pelo ministério da Defesa. A articulação com a China é do ministério das Relações Exteriores. Mas haverá um exame admissional feito pelo ministério da Saúde para o embarque. Todo o procedimento de biossegurança será preparado: enfermeiros, plantonistas, médicos, quartos individuais. Até as necessidades especiais dos pacientes, como os diabéticos, por exemplo, estão sendo discutidas pela equipe técnica", explicou.
O ministério da Defesa cogita usar a base de Anápolis ou a de Florianópolis para a quarentena.
Brasileiros que apresentem sintomas do coronavírus durante a evacuação não embarcarão no transporte de volta para o Brasil. "Todas as pessoas que apresentarem sintomas não serão removidas. Apenas pessoas que não apresentarem sintomas vão embarcar. Vamos manter a segurança dos outros brasileiros".
Segundo Mandetta, o texto que institui os protocolos de segurança sanitária no Brasil está sendo redigido, e deve ficar pronto ?o mais rápido possível?. A medida provisória consolidará instrumentos que estão "fragmentados, espalhados por leis antigas, portarias e regulações". "Era tudo muito pontual. Vamos consolidar, retirar o que não serve mais, e que sirva para todas as condições ter esse marco legal. Isso era uma falha do nosso sistema [sanitário]".
"A lei trará todos os detalhes técnicos da quarentena. Ela vai harmonizar e colocar em um patamar de igualdade com a legislação de outros países que possuem mecanismos similares. Temos que aprender com o que está acontecendo e nos preparar, porque isso pode acontecer no nosso quintal", complementou.
Os Estados Unidos já confirmaram 11 casos de coronavírus. Segunda pela manhã, as Filipinas confirmaram o primeiro caso. A China contabiliza, no momento da reportagem, 17.493 casos da doença, com 362 óbitos e 536 pessoas que estiveram contaminadas e que não apresentam mais os sintomas do coronavírus.
Hua Chunying, porta-voz do ministério Chinês de Assuntos Internacionais, acusou o governo americano de "não prover assistência substancial à China", e de "espalhar medo e um mau exemplo" por ter instituído a suspensão total da entrada de viajantes chineses em território americano. Em contrapartida, o Departamento de Estado norte-americano elevou o estado de emergência do coronavírus para nível 4 - o nível mais alto -, o que significa que a região de foco da doença, a cidade de Wuhan, na província de Hubei, deve ser absolutamente evitada por cidadãos americanos. Visitantes estrangeiros que estiveram na China nos últimos 14 dias também não terão a entrada aprovada.
Agência Brasil
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