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Porto Alegre, segunda-feira, 13 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

Geral

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Meio Ambiente

Edição impressa de 13/01/2020. Alterada em 13/01 às 03h00min

Amazônia tem risco de grandes queimadas em 2020

A Amazônia começa 2020 à mercê do fogo. O desmatamento de 2019 deixou no chão da floresta combustível para imensas queimadas na estação seca, que começa em maio. O alerta é da ecóloga brasileira Erika Berenguer, das universidades britânicas de Oxford e Lancaster.
A Amazônia começa 2020 à mercê do fogo. O desmatamento de 2019 deixou no chão da floresta combustível para imensas queimadas na estação seca, que começa em maio. O alerta é da ecóloga brasileira Erika Berenguer, das universidades britânicas de Oxford e Lancaster.
Especialista nos efeitos das queimadas sobre a floresta amazônica, ela destaca que, no ano passado, o tempo úmido colaborou para evitar que o fogo se alastrasse ainda mais. Entretanto, o ano teve 30% mais focos de fogo do que 2018 devido, sobretudo, ao desmatamento ilegal. "A explosão do desmatamento em 2019 fará com que, neste ano, vejamos a Amazônia em chamas. A não ser que se faça manejo do fogo e um trabalho de fiscalização eficiente, rigoroso", afirma.
Para este ano, não há previsão de seca. Porém, há a herança do aumento do desmatamento de 2019 - 29,5%, o maior em duas décadas. Isso se for considerado apenas o período até 31 de julho, pois os números oficiais do Inpe analisam o período de 1 de agosto de um ano a 31 de julho do seguinte.
"Há uma quantidade colossal de galhos, folhas e troncos de árvores derrubadas no chão da mata. Na Amazônia, quase todo o desmatamento é ilegal, e não dá para imaginar que desmatadores ilegais farão manejo do fogo", diz Erika.
Ela acrescenta que as matas nas bordas das áreas queimadas também se tornam vulneráveis, enfraquecidas pelo fogo. Naturalmente úmida, a floresta não tem resiliência aos efeitos dos incêndios.
 
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