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Estatística

- Publicada em 03h15min, 05/12/2019. Atualizada em 03h00min, 05/12/2019.

Gaúchos estão em segundo lugar em mortes não naturais no Brasil

A possibilidade de um homem brasileiro entre 20 e 24 anos morrer em 2018 por causas externas (homicídios, suicídios, acidentes, afogamentos, quedas etc) foi 11 vezes maior do que a de uma mulher, na mesma faixa etária, falecer pelos mesmos motivos. Em 1988, este valor era de 7,3 vezes, configurando um acréscimo de 46,6% no período. Os dados fazem parte pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2018, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
A possibilidade de um homem brasileiro entre 20 e 24 anos morrer em 2018 por causas externas (homicídios, suicídios, acidentes, afogamentos, quedas etc) foi 11 vezes maior do que a de uma mulher, na mesma faixa etária, falecer pelos mesmos motivos. Em 1988, este valor era de 7,3 vezes, configurando um acréscimo de 46,6% no período. Os dados fazem parte pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2018, divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
"Os homens estão mais sujeitos a morrer de causas não naturais que as mulheres", disse a analista da Coordenação de População e Indicadores Sociais Klivia Brayner de Oliveira, coordenadora da pesquisa.
Entre 2008 e 2018, a morte por causas externas de homens de 15 a 24 anos aumentou em 16 das 27 unidades da federação. Bahia, Rio Grande do Sul, Sergipe e Ceará apresentaram 80% ou mais dos óbitos masculinos na faixa de 15 a 24 anos por causas não naturais, liderando o ranking no quesito.
Contudo, se forem considerados somente os registros de óbitos por causas naturais no grupo de 20 a 24 anos, um homem de 20 anos teria 2,2 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher na mesma idade.
O estudo também aponta que houve incremento de mortes por causas externas entre pessoas mais velhas, sendo que uma parte considerável pode ser atribuída às quedas acidentais. O IBGE cita o levantamento do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde. Em 2017, do total de mortes provenientes de quedas, 45,2% ocorreram na população de 80 anos ou mais de idade.
As Estatísticas do Registro Civil reúnem informações sobre nascidos vivos, casamentos, óbitos e óbitos fetais, informados pelos cartórios de Registro Civil de pessoas naturais, bem como sobre os divórcios declarados pelas varas de Família, foros, varas Cíveis e tabelionatos de Notas.

Casamentos LGBTI aumentaram 61,7% em 2018

Apesar da redução de 1,6% no total de casamentos civis entre 2017 e 2018 (de 1.070.376 para 1.053.467), o número de casamentos entre pessoas de mesmo sexo aumentou 61,7% no mesmo período, passando de 5.887 para 9.520. Os casamentos entre pessoas do sexo feminino representaram 58,4% dessas uniões. Entre as regiões, o maior aumento foi observado no Nordeste (85,2%) e o menor, no Centro-Oeste (42,5%).

Desde 2013, a Resolução 175, do Conselho Nacional de Justiça, obriga os cartórios a realizarem uniões entre casais do mesmo sexo. Para Klivia, a população tem cada vez mais conhecimento sobre essa norma. "As pessoas, tendo ciência disso, estão aproveitando e oficializando as uniões, principalmente as mulheres que gostam de oficializar a relação. Entre as mulheres, você observa que isso está se tornando mais popular. Com mais acesso à informação, as pessoas estão decidindo dessa forma", disse a analista.

Nos casamentos civis entre solteiros de sexos diferentes, os homens se casaram, em média, aos 30 anos, e as mulheres, aos 28 anos. Nas uniões LGBTI, a idade média ao contrair o casamento foi de 34 anos para os homens e 32 anos para as mulheres. Já os divórcios aumentaram 3,2% entre 2017 e 2018, passando de 373.216 para 385.246.

Sul e Sudeste têm queda nos registros de nascimento

Do total de 2.983.567 registros de nascimento efetuados em cartórios do Brasil em 2018, cerca de 3% (83.716) eram relativos a pessoas nascidas em anos anteriores ou com o ano de nascimento ignorado.

Quando se consideram apenas os nascimentos ocorridos e registrados em 2018 e com a Unidade da Federação de residência da mãe conhecida, houve crescimento de 1% em relação a 2017, passando de 2.867.701 para 2.895.062. Sudeste (-0,4%) e Sul (-0,1%) apresentaram redução de registro. Nordeste (2,6%), Norte (2,3%) e Centro-Oeste (2%) tiveram aumento. Porém, o Sudeste ainda concentra mais nascimentos: 39,4% do total, seguido por Nordeste, 28,3%; Sul, 13,7%; Norte, 10,2%; e Centro-oeste, 8,4%.

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