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Porto Alegre, sexta-feira, 29 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

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Educação

Alterada em 29/11 às 19h16min

Brasil vai deixar área da educação do Mercosul, diz Weintraub

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou, nesta sexta-feira (29), que o Brasil vai deixar de participar das reuniões na área educacional do Mercosul. Segundo Weintraub, o assunto passará a ser tratado bilateralmente.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou, nesta sexta-feira (29), que o Brasil vai deixar de participar das reuniões na área educacional do Mercosul. Segundo Weintraub, o assunto passará a ser tratado bilateralmente.
"Depois de 28 anos que o Brasil está participando da área educacional do Mercosul, a decisão do governo é a partir de hoje começar a discutir apenas relações bilaterais com Paraguai, Argentina e Uruguai", disse o ministro.
De acordo com Weintraub, os 28 anos de reuniões não trouxeram resultados concretos e apresentavam custos "elevadíssimos". "A razão é que, após 28 anos, não há resultados concretos, objetivos para a gente mostrar e a despesa e o custo foi elevadíssimo em diárias, passagens, hospedagem, tempo, esforço despendido."
Apesar de citar custos elevados, Weintraub disse que o ministério ainda está levantando a estimativa de economia com a decisão. O ministro falou de R$ 30 milhões nos 28 anos de Mercosul como um valor oficioso.
"Estamos levantando, porque é tudo custo de oportunidade, quanto custa a minha hora de trabalho, estamos levantando, aparentemente é um volume significativo nesses 28 anos de Mercosul, estamos falando aí alguma coisa por R$ 30 milhões, mas é um número oficioso, não oficial", disse.
O ministro garantiu que a mudança não interrompe trabalhos em andamento e afirmou que as reuniões não tinham eficácia.
"A vida segue normal, nada vai ser interrompido ou atrapalhado, simplesmente a reunião deixa de existir, mesmo porque, só para ter um exemplo, na última reunião foi apenas um ministro e nessa reunião veio apenas o ministro do Paraguai; a Argentina mandou alguém aqui da embaixada, e o Uruguai não mandou ninguém, então era um grupo que não funcionava mais, mas tinha custos", afirmou.
Em nota, o ministério informou que o reconhecimento de equivalência de estudos e o sistema de acreditação de cursos de gradução não terão mudanças. "O reconhecimento da equivalência dos estudos no âmbito da educação básica de alunos que estudam fora do país e que são pertencentes ao bloco, assim como o sistema de acreditação de cursos de graduação do Mercosul (ARCU-SUL). Os bolsistas também terão o benefício mantido".
Segundo Weintraub, os outros países do Mercosul já foram avisados, menos o Uruguai, que, segundo ele, não mandou representante para a última reunião. O ministro disse que eles receberam bem a notícia e entenderam que a relação bilateral está preservada. Na nota divulgada, o ministério cita futuros acordos com os países do bloco.
"O governo brasileiro ressalta que não está rompendo relações com os países vizinhos. O diálogo permanece e futuros acordos, que tragam entregas efetivas, poderão ser firmados bilateralmente como por exemplo a implementação do bilinguismo nas escolas".
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