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Porto Alegre, terça-feira, 26 de novembro de 2019.

Jornal do Comércio

Geral

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Meio Ambiente

Edição impressa de 26/11/2019. Alterada em 26/11 às 03h00min

Concentração de gases de efeito estufa atinge recorde em 2018

A concentração de gases do efeito estufa no planeta atingiu, no ano de 2018, um recorde sem indícios de recuo, segundo um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada às Nações Unidas. O anúncio, realizado ontem, ocorre a poucos dias do início da COP-25, em Madri, no próximo dia 2. Os índices de dióxido de carbono atingiram 407,8 partes por milhão (ppm), 147% acima do registrado no nível pré-industrial de 1750.
A concentração de gases do efeito estufa no planeta atingiu, no ano de 2018, um recorde sem indícios de recuo, segundo um relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada às Nações Unidas. O anúncio, realizado ontem, ocorre a poucos dias do início da COP-25, em Madri, no próximo dia 2. Os índices de dióxido de carbono atingiram 407,8 partes por milhão (ppm), 147% acima do registrado no nível pré-industrial de 1750.
O estudo leva em conta os gases que permanecem na atmosfera, agravando as mudanças climáticas, mas não contabiliza cerca de um quarto das emissões totais no planeta, que são absorvidas pelos oceanos e pela vegetação terrestre. Segundo o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, o recorde histórico contrasta com as metas de redução da poluição assumidas pela maioria dos países que compõem a ONU. "Não há indícios de que haverá uma desaceleração, muito menos uma diminuição da concentração de gases do efeito estufa na atmosfera, apesar de todos os compromissos assumidos em virtude do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas", lamentou.
O dióxido de carbono, segundo cientistas, é o principal causador do efeito estufa e está diretamente associado às atividades humanas. O aumento da concentração do gás em 2018 supera, inclusive, a taxa média de crescimento registrada nos últimos dez anos - o que também ocorreu com o metano, ligado ao agronegócio, ao cultivo de arroz, a lixões e à exploração de combustíveis fósseis, e o óxido nitroso, atrelado a fertilizantes e processos industriais.
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