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Porto Alegre, segunda-feira, 28 de outubro de 2019.
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Jornal do Comércio

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Desastre ambiental

Edição impressa de 28/10/2019. Alterada em 28/10 às 03h00min

Governo federal notifica 11 países sobre origem do óleo nas praias do Nordeste do Brasil

Ibama orienta população dos locais atingidos a não entrar em contato com a substância

Ibama orienta população dos locais atingidos a não entrar em contato com a substância


LEO MALAFAIA/AFP/JC
O governo federal notificou 11 países cobrando esclarecimentos sobre 30 navios mapeados dentro da investigação sobre a origem do vazamento de óleo que atingiu diversas praias do Nordeste. A informação foi repassada a jornalistas no sábado pelo coordenador de operações navais da Marinha, almirante de esquadra Leonardo Puntel. Também não há mais manchas de óleo, apenas "pelotas" residuais. O petróleo agora atinge os mangues.
O governo federal notificou 11 países cobrando esclarecimentos sobre 30 navios mapeados dentro da investigação sobre a origem do vazamento de óleo que atingiu diversas praias do Nordeste. A informação foi repassada a jornalistas no sábado pelo coordenador de operações navais da Marinha, almirante de esquadra Leonardo Puntel. Também não há mais manchas de óleo, apenas "pelotas" residuais. O petróleo agora atinge os mangues.
Sobre o responsável pelo vazamento, a investigação conduzida pela Marinha trabalha com a tese de que teria sido um navio-tanque. A apuração inicial avaliou 1,5 mil embarcações e afunilou a análise para 30 veículos marinhos de 11 países. O comandante não detalhou que nações estariam neste grupo, mas disse que o requerimento pede informações para os governos para saber se têm conhecimento de algum acidente.
Os 30 navios estão entre os que passaram pela costa do Nordeste no período, identificados por fazerem comunicações por sistemas marítimos. Conforme Puntel, os investigadores calculam que o vazamento teria ocorrido no mês de agosto, com o óleo chegando às praias no fim daquele mês.
O almirante não descartou a possibilidade de que o episódio tenha sido causado por embarcações não oficiais, denominadas "dark ships". Nesse caso, a apuração será mais complexa e terá de envolver outras fontes de informação, como análise de imagens de satélite.
Puntel declarou que não é possível afirmar que a embarcação era venezuelana. Mas que pesquisas da Petrobras teriam identificado o óleo como proveniente daquele país. "Laudo da Marinha concluiu que o óleo não era brasileiro. O laudo da Petrobras foi além, porque tem amostras de óleos de outros países. Ele é de bacias venezuelanas", comentou.
Depois de dois meses, não há novos registros de manchas de óleo no litoral. "Não há mais chegada de óleo novo, mas algumas praias ainda têm vestígio, temos os pontos identificados em que ainda há óleo residual, a maioria nos estados de Pernambuco e Bahia", pontuou a coordenadora-geral de emergências ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fernanda Pirilo.
A coordenadora do Ibama orientou a população não entrar em contato com a substância. Já as condições de banho de cada praia são avaliadas pelos órgãos de saúde dos estados e municípios e devem ser verificadas juntamente a esses órgãos.
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