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Porto Alegre, sexta-feira, 25 de outubro de 2019.

Jornal do Comércio

Geral

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Saúde

Edição impressa de 25/10/2019. Alterada em 25/10 às 14h27min

Com seis novos casos, sarampo já circula no Rio Grande do Sul

SES alerta para a importância da vacina como forma de conter o vírus

SES alerta para a importância da vacina como forma de conter o vírus


CRISTINE ROCHOL/PMPA/JC
O mais recente boletim epidemiológico a respeito do quadro do sarampo no Rio Grande do Sul divulgado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) ligou o sinal de alerta na saúde pública. Pela primeira vez desde o início do surto da doença no Brasil, se constatou a circulação do vírus em território gaúcho. No total, já são 23 casos confirmados de sarampo no Estado.
O mais recente boletim epidemiológico a respeito do quadro do sarampo no Rio Grande do Sul divulgado pelo Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS) ligou o sinal de alerta na saúde pública. Pela primeira vez desde o início do surto da doença no Brasil, se constatou a circulação do vírus em território gaúcho. No total, já são 23 casos confirmados de sarampo no Estado.
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) notificou 351 casos suspeitos de sarampo e 125 de rubéola até o dia 19 deste mês. Desse total, 418 foram descartados (87,8%), 23 foram confirmados para sarampo (4,8%) e 35 (7,3%) permanecem em investigação.
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Em relação à atualização anterior, com dados compilados até o dia 12 de outubro, houve um acréscimo de seis casos de sarampo: quatro em Cachoeirinha, um em Ijuí, e um em Canoas. As 23 ocorrências já confirmadas da doença foram registradas nos municípios de Porto Alegre (9), Cachoeirinha (6), Gravataí (4), Ijuí (2), Dois Irmãos (1) e Canoas (1).
Os novos casos de Cachoeirinha são uma criança de quatro meses, sua mãe de 19 anos e duas estudantes do Ensino Médio, ambas com 19 anos (nenhuma das pessoas infectadas apresentou registro de vacina). A nova ocorrência de Ijuí, um homem de 26 anos de idade, esteve em contato com o caso já confirmado anteriormente no município do Noroeste gaúcho e não possui registro de vacina. Já o caso de Canoas, na Região Metropolitana, é de um homem de 46 anos também sem registro de vacinação. Como nenhum dos casos apresentou histórico de viagem para fora do Rio Grande do Sul, o CEVS confirma que o vírus do sarampo já circula em território gaúcho.
Em 2019, foram confirmados 7.972 casos da doença em 21 unidades da federação do Brasil, sendo que mais de 90% estão concentrados no estado de São Paulo. Ontem, o governo paulista confirmou mais uma morte em decorrência de complicações causadas pela infecção - o 13º óbito em terras paulistas em 2019 e o 14º no País (o estado de Pernambuco também registrou uma morte).
Causado por um vírus, o sarampo é uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte. A transmissão ocorre por via aérea, ou seja, quando a pessoa infectada tosse, fala ou respira próximo de outras pessoas. Mesmo quando o paciente não vai a óbito, há possibilidade de a infecção ocasionar sequelas irreversíveis. Quando a doença ocorre na infância, o doente pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, que pode gerar perda auditiva permanente.
Os sintomas do sarampo são febre acompanhado de tosse, irritação nos olhos, coriza (nariz escorrendo ou entupido) e mal-estar intenso. Quando o quadro completa de três a cinco dias de manifestação, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas.

A campanha de vacinação

Lançada no início deste mês, a Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo prioriza dois grupos. O primeiro vai de 7 a 25 de outubro e imuniza crianças de seis meses a menores de cinco anos, com o Dia D de vacinação tendo ocorrido no dia 19 de outubro. Já o segundo grupo, previsto para iniciar em 18 de novembro, será direcionado a adultos entre 20 e 29 anos que ainda não atualizaram a caderneta de vacinação. Os postos seguem vacinando após o fim da campanha.

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