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Saúde

- Publicada em 21h39min, 30/09/2019. Atualizada em 17h10min, 01/10/2019.

Área de pesquisa do Hospital de Clínicas completa 30 anos de contribuição

Estudos são voltados à criação de produtos e processos ou à aplicação de procedimentos

Estudos são voltados à criação de produtos e processos ou à aplicação de procedimentos


/LUIZA PRADO/JC
Isabella Sander
Para que serve uma pesquisa científica? Depende. Quando o estudo em questão é na área da saúde, pode ser focado em buscar a cura ou a prevenção de alguma doença, procurar formas de diagnóstico mais rápidas ou certeiras, encontrar novos tratamentos possíveis, qualificar os processos hospitalares para lhes dar mais celeridade e qualidade, inventar equipamentos e tecnologias, remédios, entre tantos outros aspectos.
Para que serve uma pesquisa científica? Depende. Quando o estudo em questão é na área da saúde, pode ser focado em buscar a cura ou a prevenção de alguma doença, procurar formas de diagnóstico mais rápidas ou certeiras, encontrar novos tratamentos possíveis, qualificar os processos hospitalares para lhes dar mais celeridade e qualidade, inventar equipamentos e tecnologias, remédios, entre tantos outros aspectos.
As possibilidades de estudos científicos em saúde são infinitas e todas são acolhidas dentro do setor de pesquisas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), que completou, em setembro, 30 anos de existência. Para marcar a data, o Jornal do Comércio publicará, até sexta-feira, matérias diárias abordando diferentes pontos ligados à pesquisa da instituição. A gestão em saúde aplicada à pesquisa é, inclusive, tema da 39ª Semana Científica do HCPA, que também vai até sexta-feira.
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A história da área de pesquisa no Clínicas anda quase que em paralelo à do próprio hospital, que foi fundado em 1971, já com vocação para ser o hospital-escola dos estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs). Em 1989, as pesquisas realizadas passaram a integrar o Grupo de Pesquisa e Pós-Graduação (GPPG), que inaugurou formalmente a área dentro do estabelecimento.
Nesses 30 anos, o vínculo entre ensino e atendimento à pesquisa foi se fortalecendo e, hoje, segundo a coordenadora do GPPG, professora Patricia Ashton-Prolla, a pesquisa é parte estrutural e indissociável à imagem do hospital. "Claro que a finalidade primária é o atendimento ao paciente, mas há um braço muito importante do ensino e da pesquisa, porque a pesquisa também ensina e melhora a assistência. É um ciclo virtuoso", afirma.
Durante o período, cerca de 8 mil trabalhos acadêmicos foram publicados sobre pesquisas realizadas na instituição, sendo 703 em 2018. Em torno de 600 novos estudos são iniciados anualmente e, em 2018, o número de projetos aprovados foi 696. No ano passado, havia 3.041 pessoas participando de projetos de pesquisa clínica coordenados por 681 doutores (456 professores da Ufrgs e 225 funcionários do Clínicas) e 87 bolsistas de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A professora Patricia cita as duas áreas principais das pesquisas no hospital: a básica e a clínica. A básica é voltada para a criação de produtos e processos que serão usados na assistência em saúde e a clínica parte para a aplicação dos procedimentos, a fim de se certificar de que são realmente efetivos.
As pesquisas clínicas acadêmicas normalmente dependem de fomento público, como bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do CNPq, e também há pesquisas patrocinadas, com projetos já prontos e pagas muitas vezes pela indústria farmacêutica. A estrutura dos centros de pesquisa do Clínicas, porém, não são restritas aos pesquisadores da instituição - todo pesquisador que tenha um projeto aprovado pode usar os equipamentos e a área física do hospital. "Tem pessoas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs) e até de outras instituições mais distantes que não têm essa infraestrutura e contam conosco para a prestação desse serviço", destaca Patricia. Os pesquisadores do Clínicas podem criar seu próprio grupo de pesquisa em laboratórios temáticos por cinco anos, prorrogáveis.
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