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Porto Alegre, segunda-feira, 19 de agosto de 2019.
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Jornal do Comércio

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Patrimônio

Edição impressa de 19/08/2019. Alterada em 18/08 às 21h04min

Mercado Público de Porto Alegre terá telão alertando para emergências

Equipamento ficará no centro do Mercado e mostrará mapa com situação de lojas

Equipamento ficará no centro do Mercado e mostrará mapa com situação de lojas


MARIANA CARLESSO/JC
Isabella Sander
Nos próximos meses, o Mercado Público de Porto Alegre passará a contar com um telão em seu eixo central, que informará quando houver problemas em equipamentos das lojas e acionará uma sirene em caso de emergência. O sistema foi contratado pelos comerciantes no início de agosto e deve ser instalado até novembro. 
Nos próximos meses, o Mercado Público de Porto Alegre passará a contar com um telão em seu eixo central, que informará quando houver problemas em equipamentos das lojas e acionará uma sirene em caso de emergência. O sistema foi contratado pelos comerciantes no início de agosto e deve ser instalado até novembro. 
A presidente da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc), Adriana Kauer, conta que o telão terá um mapa mostrando todas as lojas, na cor verde. Se qualquer equipamento apresentar problema, a cor mudará para amarelo, para informar a todos sobre o transtorno. Caso a cor da loja mude para vermelho, significa que há um sinistro no espaço, e o sistema acionará um alarme. "Trata-se de alta tecnologia, que qualificará muito a segurança do Mercado. Poucos lugares têm esse sistema", ressalta.
A instalação do telão faz parte do Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI), pago pelos permissionários para viabilizar a reabertura do segundo andar do Mercado, fechado desde 2013, quando sofreu um incêndio. A Ascomepc obteve alvará provisório do PPCI em março e tem até dezembro para concluir as intervenções e obter o definitivo. Segundo Adriana, o processo está bem encaminhado, com contratação de alarmes contra incêndio e detectores de fumaça de última geração.
Mesmo com tudo encaminhado e o alvará provisório em mãos, a permissionária lamenta a não autorização para reabertura do segundo andar. "Até então, achávamos que, com o PPCI, iríamos abrir o segundo andar, mas não foi o que aconteceu", informa. O motivo é a falta de adequação elétrica do espaço, algo que havia ficado sob incumbência da prefeitura - sem ela, o patamar superior não tem eletricidade e, portanto, não pode funcionar.
Encaminhado para pré-análise na Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), o projeto da prefeitura para essa adequação não foi aprovado. Depois, foi encaminhado um projeto da própria Ascomepc, que obteve aprovação. Permissionários e prefeitura dialogam junto ao Ministério Público para que os lojistas sejam autorizados a fazer a reforma necessária. Como o prédio do Mercado Público é patrimônio histórico, a complexidade para fazer adaptações desse tipo é muito maior do que em execuções corriqueiras.
Adriana destaca que, diante de entraves e falta de dinheiro para fazer as reformas, há uma verba sinalizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) prevista para qualificação do Mercado que não foi liberada. A sinalização ocorreu na época do incêndio, em 2013, quando a previsão era de recurso de R$ 19 milhões para o local. Na época, R$ 9,5 milhões foram liberados, mas faltou metade. "Com esse dinheiro, já teríamos acabado a obra", assegura.
De acordo com o coordenador da Memória Cultural na prefeitura de Porto Alegre, José Francisco Alves, o repasse ainda não aconteceu porque não houve liberação do governo federal, que autoriza os recursos ou não. "Nunca tivemos nenhum tipo de contrato para essa verba, mas há promessa do Iphan de R$ 13 milhões para o restauro do Mercado Público", diz.
A perspectiva é de que, uma hora ou outra, o dinheiro seja mesmo repassado, mas não é possível precisar quando - com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, a gestão curta de Michel Temer e a troca para o governo de Jair Bolsonaro, a equipe do Iphan mudou três vezes, e, em cada mudança, os técnicos reiniciavam a análise do projeto. "A parte boa é que nunca descartaram o projeto, só pedem esclarecimentos, então acreditamos que a verba será liberada", estima Alves.
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