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Porto Alegre, quarta-feira, 07 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

Geral

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Infraestrutura

Edição impressa de 07/08/2019. Alterada em 06/08 às 21h29min

Consórcio português sai na frente para revitalizar o trecho 3 da orla do Guaíba

Trecho 3 da orla do Guaíba fica entre a foz do arroio Dilúvio e o Parque Gigante

Trecho 3 da orla do Guaíba fica entre a foz do arroio Dilúvio e o Parque Gigante


/MARCO QUINTANA/JC
Isabella Sander
O trecho 3 da orla do Guaíba, entre a foz do Arroio Dilúvio e o Parque Gigante, deve ser revitalizado pelo consórcio ACA/RGS, formado por empresas do Brasil e de Portugal, que obteve vitória preliminar na licitação. Entre os quatro concorrentes, o consórcio entregou a melhor proposta financeira, 19,3% mais barata do que o orçamento prévio feito pela prefeitura - enquanto o município estimou, no edital, um custo de R$ 57 milhões para fazer a obra, as empresas chegaram a uma oferta de R$ 46,1 milhões para a execução.
O trecho 3 da orla do Guaíba, entre a foz do Arroio Dilúvio e o Parque Gigante, deve ser revitalizado pelo consórcio ACA/RGS, formado por empresas do Brasil e de Portugal, que obteve vitória preliminar na licitação. Entre os quatro concorrentes, o consórcio entregou a melhor proposta financeira, 19,3% mais barata do que o orçamento prévio feito pela prefeitura - enquanto o município estimou, no edital, um custo de R$ 57 milhões para fazer a obra, as empresas chegaram a uma oferta de R$ 46,1 milhões para a execução.
Os envelopes com as propostas financeiras da concorrentes foram abertos ontem. A oferta vitoriosa será analisada pela prefeitura nos próximos cinco dias úteis, e, se não houver recursos, a vencedora final será anunciada. A previsão é que a obra seja iniciada em setembro e concluída em 12 meses, se o cronograma físico-financeiro for cumprido à risca.
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O consórcio ACA/RGS, vencedor preliminar, abriu mão da fase recursal, assim como a Toniollo Busnello, que propôs o valor mais alto, de R$ 57,3 milhões. A construtora Pelotense, que fez proposta de R$ 54 milhões para construir o empreendimento, e o consórcio DT Guaíba, que ficou em segundo lugar, ofertando a execução pelo preço de R$ 49,3 milhões, não abriram mão da fase recursal, o que sinaliza possibilidade de recursos após a divulgação do vitorioso. A empresa Sultepa também estava habilitada no certame, mas desistiu da concorrência antes da abertura dos envelopes.
Para o vice-prefeito de Porto Alegre, Gustavo Paim, não houve surpresa na redução significativa, de 19,3%, do preço estimado na obra. "O trecho 1 da orla foi uma vitrine que tornou alta a concorrência para fazer o trecho 3, porque a empresa que executar a obra se projetará internacionalmente. Há interesse das construtoras em ter a orla do Guaíba em seu portfólio, e, certamente, entregaram propostas que entenderam viáveis", observa. Paim lembra, ainda, que, quando o poder público pede uma cotação, muitas vezes, as consultadas informam um valor mais alto do que o oferecido para a iniciativa privada, o que viabiliza o deságio nas propostas.
Caso não haja recursos, o município baterá o martelo sobre quem fará a obra até a próxima terça-feira. Se não houver inconformidades na proposta do consórcio ACA/RGS e o valor de R$ 46 milhões se mantiver, o vice-prefeito calcula que não será necessário aportar recursos do Tesouro municipal na execução - o financiamento de US$ 9,5 milhões (em torno de R$ 37,5 milhões) da Corporação Andina de Fomento (CAF), os R$ 10 milhões do Fundo Municipal de Iluminação Pública e verbas do Departamento Municipal de Água e Esgoto (Dmae) serão suficientes.
Em paralelo à licitação do trecho 3, está sendo elaborado o projeto para revitalizar o trecho 2, compreendido entre a Rótula das Cuias e a foz do Dilúvio. Estão sendo feitos estudos de viabilidade urbanística, com o auxílio do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (Unops). Paim não menciona prazo para a divulgação do edital, mas afirma que a licitação terá uma liberdade maior do que as dos trechos 1 e 3, que já tinham projeto arquitetônico assinado por Jaime Lerner. "Como é um trecho contemplativo que ainda não tem projeto, isso permite estudarmos com mais liberdade algumas coisas, como a altura da roda gigante que queremos colocar, as ofertas gastronômicas e, quem sabe, até a instalação de um anfiteatro", sugere.
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