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Porto Alegre, terça-feira, 06 de agosto de 2019.

Jornal do Comércio

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Saúde

Edição impressa de 06/08/2019. Alterada em 05/08 às 22h45min

Entidades veem programa Médicos pelo Brasil como iniciativa positiva

Gabriela Porto Alegre
Lançado recentemente pelo governo federal, o programa Médicos pelo Brasil, que substituirá gradativamente o Mais Médicos, tem gerado expectativas positivas para entidades representativas dos profissionais no Rio Grande do Sul. A iniciativa prevê, além da ampliação da oferta de vagas, melhores condições de trabalho para os profissionais.
Lançado recentemente pelo governo federal, o programa Médicos pelo Brasil, que substituirá gradativamente o Mais Médicos, tem gerado expectativas positivas para entidades representativas dos profissionais no Rio Grande do Sul. A iniciativa prevê, além da ampliação da oferta de vagas, melhores condições de trabalho para os profissionais.
Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul (Simers), Marcelo Matias, o programa Médicos pelo Brasil surge com uma proposta que dá atenção à saúde da população. "O Médicos pelo Brasil é totalmente oposto ao programa Mais Médicos, que foi mal formatado e tinha uma distribuição que não funcionava. Esse novo programa passa a garantir uma lógica de equidade, que é o princípio básico do Sistema Único de Saúde (SUS)", aponta.
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"Em Porto Alegre, por exemplo, havia aproximadamente 100 profissionais do programa Mais Médicos, enquanto faltavam profissionais no Interior do Estado. A ideia desse novo projeto é retirar os profissionais das grandes capitais, que têm como se manter, e investir nas cidades do Interior ou de difícil acesso", ressalta. Inicialmente, o programa contará com 18 mil vagas em todo o País, sendo, desse total, 13 mil destinadas às áreas de maior vazio assistencial, visando suprir as necessidades da população.
Para o presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers), Eduardo Trindade, o programa representa uma iniciativa positiva para os profissionais que irão atuar pelo Médicos pelo Brasil. "O que temos hoje não é uma carência de médicos, é uma carência de oportunidades para que esses profissionais possam exercer atividades nas mais diversas localidades, porque os editais municipais são mal elaborados e não contemplam as necessidades dos médicos", afirma. "O programa Médicos pelo Brasil é uma iniciativa positiva do ponto de vista social, porque trabalhará com profissionais com titularidade reconhecida, em locais com a estrutura necessária para que sejam feitos os atendimentos."
Presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Dudu Freire acredita que o número estipulado pelo governo federal seja suficiente para preencher as vagas em aberto no Estado. "Especificamente com relação às vagas do programa Mais Médicos, aproximadamente 20% ainda não foram preenchidas ou, quando chegaram a ser preenchidas, tiveram desistências", explica.
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