Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, quarta-feira, 10 de julho de 2019.
Dia da Pizza.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

segurança pública

10/07/2019 - 17h56min. Alterada em 10/07 às 17h56min

Criminosos se vestem de padre para aplicar golpe em paróquias e escolas no RS

Membros do grupo chegam inclusive a imitar a voz de Dom Jaime (foto) ao telefone

Membros do grupo chegam inclusive a imitar a voz de Dom Jaime (foto) ao telefone


JOÃO MATTOS/JC
Amanda Jansson Breitsameter
Você atende a uma ligação e, do outro lado da linha, uma voz se identifica como o arcebispo metropolitano de Porto Alegre e pede uma doação em dinheiro. A voz, na verdade, pertence a um criminoso, membro de um grupo que está agindo há cerca de uma semana na Capital gaúcha.
Você atende a uma ligação e, do outro lado da linha, uma voz se identifica como o arcebispo metropolitano de Porto Alegre e pede uma doação em dinheiro. A voz, na verdade, pertence a um criminoso, membro de um grupo que está agindo há cerca de uma semana na Capital gaúcha.
O golpe inclui uma boa dose de teatro: integrantes do grupo visitam paróquias, colégios e congregações vestidos com roupa clerical. Eles se apresentam como representantes de Dom Jaime Spengler, arcebispo metropolitano, e de Dom Leomar Brustolin, bispo auxiliar, e pedem doações para compra de livros e outros materiais.
Em alguns casos, o grupo até mesmo se oferece para confirmar a veracidade do pedido de doação, fazendo uma ligação a um colega, que atende e imita a voz do arcebispo do outro lado da linha. "Essa quadrilha é muito articulada, porque consegue convencer as vítimas de que sou eu ao telefone", afirma Dom Jaime, que destaca ainda que a Arquidiocese de Porto Alegre não faz esse tipo de solicitação.
Os valores pedidos para as doações variam entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, e Dom Jaime confirma que pelo menos uma das paróquias visitadas pelos criminosos de fato repassou a quantia, de cerca de R$ 3 mil reais. "Eles se apresentam como padres, imitam a voz de membros da Arquidiocese e acabam convencendo as vítimas", lamenta o arcebispo.
Dom Jaime pede que, em caso de dúvida, as pessoas consultem a Cúria Metropolitana de Porto Alegre, pelo telefone (51) 3228-6199 ou e-mail arcebispado@arquipoa.com.
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia