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Porto Alegre, sexta-feira, 28 de junho de 2019.
Dia do Ministério Público Estadual.

Jornal do Comércio

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Direitos humanos

Edição impressa de 28/06/2019. Alterada em 28/06 às 10h21min

Porto Alegre terá Parada LGBTI de sexta-feira a domingo

Segundo Roberto Seitenfus (c), expansão foi viabilizada por parcerias

Segundo Roberto Seitenfus (c), expansão foi viabilizada por parcerias


/CLAITON DORNELLES/JC
Isabella Sander
A tradicional Parada LGBTI chega à sua 12ª edição maior e com mudanças. A principal delas é que as atividades deste ano ocorrerão não em um, mas em três dias - desta sexta-feira até domingo. Na sexta-feira e no sábado, será realizada a Virada Cultural Sylvinha Brasil, nomeada assim em homenagem à falecida drag queen gaúcha, organizadora da parada. No domingo, será a vez da Parada de Luta LGBTI, com concentração no Parque da Redenção e caminhada com trios elétricos em direção à orla do Guaíba, onde haverá shows de drags e apresentações artísticas.
A tradicional Parada LGBTI chega à sua 12ª edição maior e com mudanças. A principal delas é que as atividades deste ano ocorrerão não em um, mas em três dias - desta sexta-feira até domingo. Na sexta-feira e no sábado, será realizada a Virada Cultural Sylvinha Brasil, nomeada assim em homenagem à falecida drag queen gaúcha, organizadora da parada. No domingo, será a vez da Parada de Luta LGBTI, com concentração no Parque da Redenção e caminhada com trios elétricos em direção à orla do Guaíba, onde haverá shows de drags e apresentações artísticas.
Outra novidade é a inversão da ordem das atividades na parada em si. Em outras edições, os shows eram promovidos antes da saída dos trios elétricos, mas, em 2019, a caminhada será antes, até a orla, na região da Usina do Gasômetro, onde os shows e a comemoração se estenderão até as 22h30min. A caminhada começa às 15h30min. O show mais aguardado é da funkeira Valesca Popozuda, que se apresentará gratuitamente e irá liderar os trios elétricos.
A expectativa da organização é que pelo menos 200 mil pessoas participem da parada no domingo, e muitas mais das atividades de sexta-feira e sábado. "Como é a primeira vez que faremos nesse formato, não temos estimativa de público para as outras atividades", explica Roberto Seitenfus, organizador do evento e integrante do Grupo Desobedeça. Todas as atrações serão acompanhadas por segurança privada e efetivo da Brigada Militar, para policiamento ostensivo. No domingo, a Polícia Civil também estará presente com uma unidade móvel.
Segundo Seitenfus, a expansão só foi possível a partir de parcerias com empresas, poder público, estabelecimentos e artistas solidários à luta LGBTI, acertadas durante o último ano. "Muitas vezes, tivemos que passar a caixinha entre a comunidade LGBTI para pagar o trio elétrico, porque nunca contamos com recursos públicos e sempre atuamos de forma independente. Hoje, a presença desses parceiros tornou possível essa megaestrutura", comemora. O integrante do Desobedeça se emociona ao lembrar da amiga Sylvinha, falecida em 2018, com quem organizou os eventos anteriores. "Ela precisava estar aqui."
O coordenador da Diversidade Sexual na prefeitura de Porto Alegre, Dani Boeira, comemorou a entrada do Dia Internacional do Orgulho LGBTI no calendário oficial da cidade, a partir de aprovação de projeto de lei do vereador Moisés Barboza (PSDB). "O poder público não precisa investir dinheiro, mas sim estar na luta como instituição", ressalta.
Boeira informou, ainda, que a Parada de Luta LGBTI entrará, no ano que vem, para a Rede Latina de Cidades Arco-Íris, sendo, junto de São Paulo, uma das duas únicas cidades brasileiras a integrar a rede. "Ainda nos tornaremos a maior parada da América Latina, devido à proximidade com o Uruguai e a Argentina", prevê. O coordenador da Diversidade Sexual não descarta, no futuro, a realização de uma Parada LGBTI integrada dos países do Mercosul.
Neste ano, as paradas realizadas em todo o Brasil homenageiam os 50 anos da Rebelião de Stonewall, que deu origem ao Dia Internacional do Orgulho LGBT, celebrado em 28 de junho. A rebelião, movida por membros da comunidade LGBTI, foi registrada em Nova Iorque, após invasão da polícia ao bar gay Stonewall Inn.
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