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Porto Alegre, sexta-feira, 14 de junho de 2019.
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Jornal do Comércio

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Protestos

14/06/2019 - 20h20min. Alterada em 14/06 às 20h20min

Manifestação contra reforma da Previdência encerra greve geral em Porto Alegre

Manifestações na esquina democrática contra a reforma da previdência

Manifestações na esquina democrática contra a reforma da previdência


CLAITON DORNELLES /JC
Matheus Closs
Diversos movimentos sociais, sindicatos e populares ocuparam as ruas de Porto Alegre no começo da noite desta sexta-feira (14) para protestar contra a reforma da Previdência. A manifestação, convocada pela greve geral que ocorreu por todo o Brasil, reuniu milhares de pessoas na Esquina Democrática. 
Após manifestações pela manhã, com baixo número de pessoas, a partir das 17h diversos grupos sociais começaram a se deslocar a partir da rua Sarmento Leite, com faixas e bandeiras contra a reforma Previdência e com críticas ao governo de Jair Bolsonaro. O grupo passou ainda pela avenida Loureiro da Silva, rua Lima e Silva e avenida Borges de Medeiros até se concentrarem na Esquina Democrática. 
Durante o ato no local, além das palavras de ordem contra a reforma, houveram gritos de apoio ao The Intercept Brasil, que revelou conversas privadas entre procuradores e Juiz da Lava Jato, como do atual ministro Sérgio Moro, além de questionarem a autoria do assassinato da vereadora Marielle Franco.
O presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB-RS), Guiomar Vidor ficou satisfeito com a adesão da população ao ato. "São milhares de pessoas que demonstraram que apesar da grande ofensiva e repressão que tivemos hoje da Brigada Militar, que pela manhã nas garagens de ônibus não permitiu que a gente fizesse uma grande greve, verificamos aqui que a população aderiu ao movimento", analisou. 
Idosos e estudantes uniram coro contra as propostas do governo durante o ato. O estudante de Engenharia Metalúrgica de 23 anos Camaro Ramos Rocha destacou que "não podemos deixar só quem está no poder tomar as decisões", enquanto a aposentada Isabel Loss, de 74 anos, se emocionou ao justificar sua presença na manifestação. "Tem todo esse desmonte da Previdência, do Ensino e do nosso país, um Lula que está preso injustamente, então, não tem como ficar em casa quietinha esperando que o mundo desabe na nossa cabeça", disse Isabel.
Lideranças políticas também estiveram no local, como a deputada estadual Luciana Genro, que citou as manifestações anteriores pelo Ensino Superior, que já haviam levado os estudantes às ruas e que desta vez contaram com a adesão de outros movimentos sociais, podem colocar ainda mais pressão nas discussão da proposta no Congresso.
"O relatório de hoje na reforma da Previdência já é um resultado das pressões contra esses ataques que o Bolsonaro tenta fazer com a reforma. Hoje se reforça esse movimento e é possível se conseguir conquistar ainda mais vitórias nesse contexto da reforma e quem sabe, até impedir que ela seja aprovada", disse a deputada. 
Após o ato na Esquina Democrática, o grupo partiu em direção ao Largo Zumbi dos Palmares. 
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