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Porto Alegre, quinta-feira, 16 de maio de 2019.

Jornal do Comércio

Geral

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Meio Ambiente

16/05/2019 - 18h11min. Alterada em 16/05 às 18h12min

Vale informa ao MP-MG risco de rompimento na mina de Gongo Soco

Mineradora informou ao MP de Minas Gerais e outros órgãos do estado uma deformação na mina

Mineradora informou ao MP de Minas Gerais e outros órgãos do estado uma deformação na mina


MIGUEL SCHINCARIOL/AFP/JC
Estadão Conteúdo
A Vale informou ao Ministério Público e Minas Gerais e outros órgãos do estado sobre uma deformação na estrutura na Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, "passível de provocar a sua ruptura", apontou o MP-MG, em nota, publicada no site do órgão. No documento, a empresa estimou que se as condições se mantiverem, a ruptura da estrutura poderá ocorrer no período de 19 a 25 de maio.
Documento obtido pelo MPMG, produzido pela própria Vale, estima que, permanecendo a velocidade de aceleração de movimentação do talude norte da Cava da Mina de Gongo Soco, sua ruptura poderá ocorrer no período de 19 a 25 de maio.
Segundo o MP, conforme informado pela empresa, foi verificada uma deformação no talude norte da Cava de Gongo Soco, na Mina de Gongo Soco, capaz de ocasionar a "liquefação da Barragem Sul Superior, levando ao rompimento da estrutura e, por conseguinte, danos sociais e humanos imensuráveis para a região".
O MP de Minas Gerais expediu, nesta quinta-feira, recomendação à mineradora para que a empresa adote imediatamente medidas para "deixar claro à população local os riscos a que ela está sujeita". No documento, o MPMG requer que a Vale comunique, por meio de carros de som, jornais e rádios, informações "claras, completas e verídicas" sobre a atual condição estrutural da Barragem Sul Superior.
"Além disso, a Recomendação quer que a empresa forneça imediatamente às pessoas eventualmente atingidas total apoio logístico, psicológico, médico, bem como insumos, alimentação, medicação, transporte e tudo que for necessário, mantendo posto de atendimento 24 horas nas proximidades dos centros das cidades de Barão de Cocais, Santa Bárbara e São Gonçalo do Rio Abaixo".
A recomendação estipula prazo de seis horas para que a Vale responda ao MP-MG, fornecendo informações específicas e detalhadas sobre as ações adotadas ou planejadas para seu cumprimento.
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