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Porto Alegre, quinta-feira, 23 de janeiro de 2020.

Jornal do Comércio

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Saúde

Edição impressa de 03/05/2019. Alterada em 02/05 às 21h38min

Policiais pedem doações para reformar Hospitais da Brigada Militar

Isabella Sander
Associações de policiais e bombeiros militares se uniram por uma causa maior - a reforma dos Hospitais da Brigada Militar (HBMs), que atendem às corporações e suas famílias e, quando há vagas, integrantes de outros órgãos de segurança pública e conveniados do IPE-Saúde. Uma conta foi aberta no Banco Sicredi, com promessa de transparência na prestação de contas, para que apoiadores façam doações de qualquer valor.
Associações de policiais e bombeiros militares se uniram por uma causa maior - a reforma dos Hospitais da Brigada Militar (HBMs), que atendem às corporações e suas famílias e, quando há vagas, integrantes de outros órgãos de segurança pública e conveniados do IPE-Saúde. Uma conta foi aberta no Banco Sicredi, com promessa de transparência na prestação de contas, para que apoiadores façam doações de qualquer valor.
O Estado conta com dois HBMs, um em Porto Alegre e outro em Santa Maria. As instituições foram construídas por meio de doações de policiais militares, que autorizavam o desconto na sua folha de pagamento de um dia de trabalho por mês, a fim de viabilizar a construção. "Não havia recursos específicos, assim como agora não há para a reforma. Hoje não temos, por diversos motivos, como descontar espontaneamente do salário da corporação, então a campanha é para cada um doar o que puder", enfatiza o presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asofbm), coronel Marcos Paulo Beck.
Os últimos dois anos já foram de melhorias para o HBM de Porto Alegre. No mês passado, a instituição concluiu a reforma de 46 leitos, o que permitirá a ampliação do atendimento em 50%. Atualmente, o hospital atende cerca de 3 mil pacientes por mês na ala de emergência. Há 194 leitos no local, mas 29 quartos, cada um com dois leitos, seguem interditados por falta de manutenção. Os quartos ficam em dois dos cinco andares - um pavimento está completamente fechado e outro funciona parcialmente.
Se os espaços receberem as intervenções necessárias, poderão ampliar em 100 leitos a capacidade do hospital, segundo o diretor administrativo do HBM de Porto Alegre, major Jader Pessoa de Sequeira Filho. Ele garante que, com a contratação na semana passada de 190 novos temporários para a área da saúde pelos próximos quatro anos, o local tem plenas condições de aumentar sua oferta de serviços. A intenção da direção é criar no pavimento interditado um pronto-socorro traumatológico, que já tem pessoal e equipamentos prontos para operar.
No HBM de Santa Maria, 14 dos 23 leitos estão interditados. O principal problema são as infiltrações, que comprometem salas e equipamentos. O setor de fisioterapia está há quatro anos em reformas, não concluídas por falta de recursos.
Beck destaca que diariamente os policiais militares arriscam sua vida em defesa da sociedade e, por isso, a expectativa é que a população gaúcha como um todo apoie a recuperação das casas de saúde. "Os últimos governos deixaram de encarar a saúde como prioridade, o que é fundamental para uma corporação que enfrenta todo dia o combate. Deixaram algumas coisas na estrutura extremamente precárias, leitos fechados", cita. A campanha não tem prazo para término, prosseguindo até deixar os hospitais em boas condições.
 

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Afastamento por traumas psicológicos afeta mais de metade dos brigadianos

Um dos maiores desafios na oferta de atendimento em saúde para os policiais militares é dar o suporte adequado aos traumas psicológicos causados pela violência. Hoje não há falta de leitos de saúde mental, conforme o major Sequeira, mas o atendimento psiquiátrico em si é difícil de conseguir. "Temos que lutar dia a dia para melhorar esse serviço", reconhece.

O diretor administrativo do HBM de Porto Alegre estima em 53% o percentual de afastamentos de policiais militares por problemas psiquiátricos decorrentes da rotina estressante - a maior causa de afastamentos. Além disso, há os suicídios - 49 em 10 anos. 

O Rio Grande do Sul tem cerca de 10 suicídios por 100 mil habitantes, o dobro das ocorrências nacionais, de 5/100 mil. Na Brigada Militar, esse índice dobra, sendo quatro vezes a incidência nacional e duas a estadual, com 20/100 mil.

Major Sequeira atua há 31 anos na Brigada Militar e viu as condições de trabalho dos BMs mudarem radicalmente no período. O resultado é um estresse diário. "Esse policial tem que ser acobertado pelo Estado, temos que ter estrutura por trás para que ele possa desenvolver seu trabalho, que está fazendo por todos nós."

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