Comentar

Seu comentário está sujeito a moderação. Não serão aceitos comentários com ofensas pessoais, bem como usar o espaço para divulgar produtos, sites e serviços. Para sua segurança serão bloqueados comentários com números de telefone e e-mail.

500 caracteres restantes
Corrigir

Se você encontrou algum erro nesta notícia, por favor preencha o formulário abaixo e clique em enviar. Este formulário destina-se somente à comunicação de erros.

Porto Alegre, domingo, 24 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Geral

COMENTAR | CORRIGIR

Segurança Pública

24/03/2019 - 17h53min. Alterada em 24/03 às 21h50min

Segurança pública gaúcha tem déficit de 50% de servidores, aponta Ranolfo

Integrantes de movimento cobraram convocação para completar as 1,2 mil vagas na Polícia Civil

Integrantes de movimento cobraram convocação para completar as 1,2 mil vagas na Polícia Civil


MARIANA CARLESSO/JC
Patrícia Comunello
O governo gaúcho tem pela frente em 2019 não apenas o déficit orçamentário em 2019, projetado em R$ 7,4 bilhões, sem contar o passivo herdado de 2018 e as parcelas da dívida com a União com pagamento suspenso desde fim de 2016. A carência de pessoal em segurança pública é igualmente colossal frente ao que deveria ser o quadro.
O vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, que acumula as pastas de Segurança Pública e Administração dos Serviços Penitenciários, criada no governo atual, apontou que o rombo de pessoal é de mais de 50% na Brigada Militar e Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e de 50% na Polícia Civil. Os percentuais refletem o número de servidores existentes nos segmentos e o que falta para que o Estado, segundo as palavras de Ranolfo, cumpra a "previsão legal para trabalhar".
"É um déficit histórico", alegou o vice-governador durante evento sobre problemas e soluções no setor que ocupou o Teatro do Sesi, na Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), na sexta-feira (22) organizado pelo deputado estadual Tenente Coronel Zucco (PSL) e que teve no palco o vice-presidente da República e que estava no exercício da Presidência, Hamilton Mourão, e o secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo.    
"A BM tem previsão legal de trabalhar com 32 mil policiais militares (PMs) e hoje tem 15 mil, a Polícia Civil tem previsão de 9,6 mil e tem 4.851 servidores e a Susepe deveria ter 8 mil e tem 3,9 mil servidores", detalhou Ranolfo, indicando a situação financeira do Estado, "que não paga em dia os atuais servidores", como limitador para contratações.
No lado de fora do evento, grupos de aprovados em concursos de agente da Polícia Civil e da Susepe tentaram chamar a atenção dos integrantes do governo estadual e da cúpula federal. Com o slogan "Acadepol já", em referência à academia de formação, concursados cobraram que não houve a chamada da totalidade dos aprovados para preencher 1,2 mil vagas ofertadas para os cargos de escrivão e inspetor.
"É a primeira vez que a Polícia não chamou todos", protestaram os integrantes da comissão dos aprovados. Por enquanto, a única previsão dada por Ranolfo é de que mais aprovados da Susepe serão chamados, pois três novas casas prisionais serão abertas - Bento Gonçalves, Sapucaia do Sul e "possivelmente" de Alegrete. 
"Devemos chamar uma nova turma até o mês de abril, não há numero definido", informou o vice-governador. Até dezembro, devem 2.702 servidores que estão em formação serão incorporados ao quadro, todos chamados em 2018. São 2 mil brigadianos, 426 policiais civis, 126 agentes penitenciários e 150 bombeiros.   
COMENTAR | CORRIGIR
Comentários
Seja o primeiro a comentar esta notícia