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Porto Alegre, sábado, 16 de março de 2019.

Jornal do Comércio

Geral

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Violência

Edição impressa de 15/03/2019. Alterada em 16/03 às 17h34min

Familiares velam os corpos das vítimas do massacre em Suzano

Juntas, as famílias das funcionárias e dos alunos mortos no massacre na Escola Estadual Professor Raul Brasil velaram, nesta quinta-feira, quatro das oito vítimas na Arena Suzano, em Suzano, São Paulo. O velório coletivo dos estudantes Cleiton Antonio Ribeiro, 17 anos; Caio Oliveira, 15 anos; Samuel Melquiades Silva de Oliveira, 16 anos; e Kaio Lucas da Costa Limeira, 15 anos; e da inspetora de ensino Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos, começou às 7h. Ao menos 10 mil pessoas estiveram no local para prestar homenagens, formando uma grande fila do lado de fora. Alguns familiares chegaram a passar mal, sendo atendidos em ambulâncias
O estudante Douglas Murilo Celestino, 16 anos, foi velado na Igreja Evangélica Assembleia de Deus. O empresário Jorge Antonio Moraes, proprietário de uma revendedora de carros e tio de um dos atiradores, também foi enterrado ontem. A coordenadora pedagógica Marilena Ferreira Umezu, 59 anos, só será sepultada no sábado, quando um de seus filhos chega do exterior.
Foram realizados dois atos ecumênicos no ginásio, às 11h e às 14h. Os corpos saíram do velório em direção ao sepultamento no Cemitério São Sebastião, às 15h. O ministro da Educação, Ricardo Vélez; o secretário estadual da Educação Rossieli Soares; e o prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, passaram pelo velório.
Os corpos dos atiradores Guilherme Taucci Monteiro, 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25 anos, foram enterrados no final da manhã desta quinta-feira. As cerimônias ocorreram por volta das 12h30min e foram fechadas à imprensa.
Há ainda outros sete feridos hospitalizados. Um deles segue em estado grave. É o caso de Anderson Carrilho de Brito, 15 anos, transferido de Suzano para o Hospital das Clínicas, na capital paulista.

Governo de São Paulo vai revisar medidas de segurança nos colégios

A Secretaria de Educação de São Paulo fará uma revisão de procedimentos nos 5,3 mil colégios do estado. "Temos em estudo a proposta de colocar alguns policiais em algumas escolas, não serão em todas", afirmou o secretário Rossieli Soares na saída do velório coletivo de seis vítimas. Não respondeu, no entanto, se os policiais ficariam armados. Ele listou outras ações que devem ser implementadas, como barrar o acesso nos portões de entrada e instalar sistemas eletrônicos de vigilância, principalmente nas escolas que têm indicadores de maior vulnerabilidade.

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou que pagará indenização de cerca de R$ 100 mil para cada uma das famílias das sete vítimas do ataque. Como os cinco alunos e as duas funcionárias estavam em uma escola estadual, suas famílias serão indenizadas pelo governo do estado em até 30 dias. No entanto, caso optem por receber os R$ 100 mil, as famílias terão que assinar um documento se comprometendo a não acionar judicialmente o estado.

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