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Porto Alegre, sexta-feira, 08 de fevereiro de 2019.

Jornal do Comércio

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Clima

Edição impressa de 08/02/2019. Alterada em 07/02 às 01h00min

Temporal mata seis pessoas e leva caos ao Rio de Janeiro

Dois corpos foram retirados de um ônibus parcialmente soterrado por um deslizamento na zona Sul

Dois corpos foram retirados de um ônibus parcialmente soterrado por um deslizamento na zona Sul


MAURO PIMENTEL/AFP/JC
Seis pessoas morreram em razão dos ventos de até 110km/h e das chuvas que atingiram o Rio de Janeiro na noite de quarta-feira. A informação foi confirmada pelo prefeito Marcelo Crivella, que decretou luto oficial de três dias, e pelo Corpo de Bombeiros. O temporal também causou alagamentos, quedas de árvores, deixou bairros sem luz e acionou sirenes de alerta em áreas de risco. A prefeitura decretou estágio de crise (o mais grave) por volta de 22h e recomendou aos cariocas não saírem de casa.
Entre as seis mortes confirmadas até esta quinta-feira, uma ocorreu no Vidigal, outra na Rocinha, duas em Barra de Guaratiba e duas na avenida Niemeyer, na Zona Sul, onde um ônibus foi parcialmente soterrado por um deslizamento. Bombeiros trabalharam durante a manhã desta quinta-feira para retirar as ferragens do ônibus de baixo de uma pilha de lama.
As primeiras mortes, de mãe e filha, ocorreram em Barra de Guaratiba, Zona Oeste da cidade, no desabamento de uma casa. No mesmo local, outros dois homens ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Municipal Lourenço Jorge.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Crivella afirmou que o "Rio amanheceu de luto". "Desde às 21h uma tempestade se abateu sobre a Zona sul do Rio com ventos de 110km/h, quase um tufão", disse ele.
Os pontos mais críticos foram registrados nos bairros que fazem a fronteira entre a zonas Sul e Oeste. Diversos bairros tiveram árvores centenárias arrancadas pela raiz, como Leblon, Copacabana, Botafogo e Laranjeiras. Os bairros de maior demanda por chamados da Defesa Civil municipal foram Barra da Tijuca, Itanhangá e Freguesia, na Zona Oeste, e em São Conrado, Rocinha e Vidigal, na Zona Sul.
Conforme a Defesa Civil, choveu em quatro horas mais do que o esperado para todo o mês de fevereiro. Foram 138mm de chuva em algumas áreas, quando o previsto para este mês era de 130mm.
Na estação de medição do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) no Forte de Copacabana, os ventos chegaram a 110km/h. A força da ventania derrubou inclusive cabos de comunicação do teleférico do Complexo do Alemão, na Zona Norte. Motoristas relataram que, no momento do temporal, a sensação era de se estar no meio de um tufão, com ventos arrancando árvores e destruindo estruturas de sinalização urbana, postes e placas.
Segundo os bombeiros, no final da manhã desta quinta-feira, a corporação já havia recebido 300 chamados para retirada de árvores caídas na cidade. Entre as vias que ficaram interditadas parte do dia estão a avenida Niemeyer, em São Conrado, onde bombeiros trabalham no ônibus soterrado pela queda de uma barreira. Os bairros que registraram maior número de pontos de alagamento foram Gávea, Ipanema, Leblon, Copacabana e Barra da Tijuca.
Na favela do Vidigal, Zona Sul, um dos bairros mais danificados, ruas viraram córregos na noite de quarta-feira e uma pessoa morreu em um deslizamento de terra. Crivella esteve na comunidade durante a madrugada para coordenar o apoio às vítimas dos alagamentos.
Na Rocinha, em São Conrado, sirenes alertaram os moradores para desocuparem as residências e se encaminharem para os pontos de apoio próximos. Na comunidade, houve ao menos dois deslizamentos e também foi registrada a morte de uma mulher. Vídeos publicados nas redes mostram um homem sendo arrastado pela enxurrada - a família divulgou que ele passa bem.
No mesmo bairro, clientes do Hotel Sheraton, um dos mais luxuosos da cidade, ficaram ilhados com água no joelho entre poltronas que boiavam no meio do lobby totalmente alagado. Na região, o canal do Leblon transbordou, e a água atingiu várias ruas comerciais e invadiu o shopping Leblon.
 
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