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Porto Alegre, quinta-feira, 17 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

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Clima

17/01/2019 - 10h55min. Alterada em 17/01 às 21h23min

Número de atingidos por cheias sobe para 8,5 mil pessoas no Rio Grande do Sul

Onda de chuvas atinge o Estado desde o começo de janeiro já afeta quase oito mil pessoas

Onda de chuvas atinge o Estado desde o começo de janeiro já afeta quase oito mil pessoas


DEFESA CIVIL RS/DIVULGAÇÃO/JC
Bruna Oliveira
Atualizada às 18h45min.
A situação na Fronteira-Oeste e na Campanha gaúcha, já bastante crítica devido às chuvas que atingem a região desde a segunda semana de janeiro, piorou ainda mais nesta quinta-feira (17). Com a continuidade das chuvas na região e a previsão indicando possibilidade de mais 100 mm de precipitação entre hoje e sexta-feira (18), a região entra novamente em alerta. 
Se confirmados, os novos volumes vão causar ainda mais estragos na região, avisa o sub-chefe da Defesa Civil do Rio Grande do Sul tenente-coronel Rodrigo Dutra. Ao todo, já são mais de 8,5 mil pessoas atingidas. O número de desabrigados subiu para 1.551 pessoas, enquanto os desalojados somam 5.119, quase 600 a mais do que pela manhã. Outras 1.958 pessoas foram afetadas indiretamente nos 22 municípios com registros de danos, de acordo com o órgão estadual. O número de decretos de situação de emergência subiu para 16. Duas pessoas morreram.
Os municípios que já decretaram situação de emergência são Alegrete, Bagé, Barra do Quaraí, Barracão, Dom Pedrito, Jaguari, Lavras do sul, Manuel Viana, Pedro Osório, Quaraí, Rosário do Sul, São Borja, São Gabriel, São Francisco de Assis, Uruguaiana e Caçapava do Sul. Dentre esses, o número de pessoas atingidas soma 7.633, de acordo com boletim da Defesa Civil divulgado no fim da manhã desta quinta.
"A tendência era de estabilidade na região, mas com a possibilidade de mais chuva, podemos ter novamente elevação na parte mais alta do bacia do Rio Uruguai. À medida que a água vai descendo, ela vai sendo levada para outro lugar, e assim atingindo outras regiões", explica Dutra. 
A cidade mais afetada segue sendo Alegrete, onde 4.604 pessoas estão desalojadas e 1.328 estão desabrigadas. O nível do Rio Ibirapuitã está em 13,01 metros, 3 metros acima da cota de inundação. Já o Rio Uruguai, que afeta diretamente a cidade de Uruguaiana, está alguns centímetros acima do nível de inundação, medindo 8,78 metros.
"Toda a chuva que passa pelas cidades da parte baixa da bacia tem o mesmo destino, que é o Rio Uruguai. Em dois ou três dias, a água acumulada atinge a cidade de Uruguaiana", diz Dutra.
No fim da tarde desta quinta-feira, a cidade da Caiçara também registrou um vendaval que causou estragos, sendo incluída no boletim da Defesa Civil gaúcha. Duas pessoas estão desalojadas e 35 residências foram atingidas. Houve estragos em dois pavilhões comerciais, além da queda de postes. Ao todo, 147 pessoas tiveram suas residências parcialmente afetadas. 
Na quarta-feira (16), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para acumulados entre 50 e 100 mm de chuva, além de rajadas de vento entre 60 e 90 Km/h e possibilidade de queda de granizo em regiões isoladas do Estado. Com isso, segue o risco para novos alagamentos na Fronteira Oeste e na Campanha.
A enchente também causa prejuízos na agricultura e na pecuária. O plantio de arroz deve amargurar perdas significativas. Segundo levantamento da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), a previsão de área colhida deverá ser abaixo de 990 mil hectares do grão. A produção gaúcha do cereal é responsável por 70% do que é colhido no País.
O acumulado da chuva modificou a paisagem da região. Grande parte das cidades afetadas ficaram submersas, trazendo prejuízos generalizados. "Os relatos de observação indicam que o atual evento de chuva é o maior dos últimos 50 anos em algumas cidades", diz Dutra. Os dados, no entanto, ainda não são científicos, e se baseiam nos relatos de moradoras das regiões afetadas, destaca o sub-chefe da Defesa Civil. 
Ainda não é possível prever novas ondas de chuva para a próxima semana, mas a meteorologia estima que todo o mês de janeiro deve ser bastante chuvoso no Rio Grande do Sul.

Como ajudar as vítimas das cheias

Uma Central de Doações montada no Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), na avenida Borges de Medeiros, 1.501, em Porto Alegre, está recebendo doações de segunda a domingo, das 8h30min às 18h. Podem ser levados alimentos não perecíveis, água potável, roupas, material de dormitório, colchões, produtos de limpeza e higiene pessoal.
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