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Porto Alegre, segunda-feira, 14 de janeiro de 2019.

Jornal do Comércio

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Clima

Edição impressa de 14/01/2019. Alterada em 13/01 às 01h00min

Após temporais, 5 mil pessoas seguem fora de casa no Estado

Governador Eduardo Leite sobrevoou no sábado parte das regiões atingidas pelas chuvas

Governador Eduardo Leite sobrevoou no sábado parte das regiões atingidas pelas chuvas


/ITAMAR AGUIAR/DIVULGAÇÃO/JC
 Os transtornos gerados pelos temporais da última semana no Rio Grande do Sul seguem vívidos na lembrança dos gaúchos. Milhares de pessoas ainda estão fora de suas residências – em boletim do final da tarde de ontem, a Defesa Civil gaúcha contabilizava 3.340 pessoas desalojadas (hospedadas na casa de amigos e familiares) e 1.552 desabrigadas (vivendo em abrigos públicos improvisados, como ginásios). No sábado, pelo menos 11 municípios da Fronteira-Oeste já tinham decretado situação de emergência.
A situação mais grave é em Alegrete, onde estão 88% dos desalojados e 88% dos desabrigados, em virtude de intempéries desde a quarta-feira passada. O município registrou, ainda, um óbito, de um trabalhador da área rural. A cidade padece com a enxurrada do rio Ibirapuitã e com a queda de árvores sobre a RS-077, que liga Alegrete a Manoel Viana. Apesar de o nível do rio Ibirapuitã ter caído de 15,7 para 12,8 metros, a previsão de chuva para os próximos dias preocupa. Não há abastecimento da população com água potável. Os moradores estão abrigados no ginásio Osvaldo Aranha e no Parque de Exposição, onde foi montado um acampamento de emergência da Defesa Civil, com 25 barracas, cada uma com capacidade de receber uma família de até seis pessoas.
No sábado, o governador Eduardo Leite foi a Alegrete e a Uruguaiana conferir os transtornos causados pelos temporais. Esta foi a primeira viagem oficial de Leite como novo chefe do Executivo gaúcho. O governador foi a abrigos e sobrevoou parte da região alagada. Ao final, disponibilizou horas-máquina de empresas terceirizadas através do governo do Estado, para agilizar a desobstrução de córregos e canais, limpar as ruas e recuperar estradas. Na área da saúde, anunciou a liberação de recursos em atraso por parte do Estado, com prioridade para unidades de pronto-atendimento e hospitais contratualizados da região. Além disso, prometeu celeridade em reformas e consertos de escolas atingidas.
A Defesa Civil lançou no sábado um pedido de ajuda humanitária à população gaúcha. As famílias afetadas precisam de alimentos não perecíveis, roupas, material de dormitório, colchões, produtos de limpeza e higiene pessoal e água potável, uma vez que Alegrete, por exemplo, está com seu abastecimento interrompido. Os donativos podem ser entregues na Central de Doações, no Centro Administrativo Fernando Ferrari (avenida Borges de Medeiros, 1.501, em Porto Alegre), todos os dias, das 8h30min às 18h.
A previsão para os próximos dias não é das melhores para que quer uma trégua na chuva. Hoje, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o céu ficará nublado a encoberto, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no Sul e no Sudoeste. Nas demais regiões, pode haver pancadas de chuva isoladas e possíveis trovoadas. Amanhã a instabilidade também se manterá, com pancadas de chuva e trovoadas especialmente nas regiões Sul e Oeste. Na quarta e na quinta-feira, as intempéries são aguardadas em todas as regiões do Estado. O vento se manterá durante toda a semana entre fraco e moderado, com rajadas.
Com relação à temperatura, o calor predominará ao longo da semana, mas ficará estável. A marca de hoje, por exemplo, irá de 16 a 35 graus no Rio Grande do Sul, se mantendo de 17 a 35 graus amanhã e de 18 a 36 graus na quarta-feira. Na quinta-feira é esperado um leve arrefecimento, ficando entre 16 e 35 graus. Em Porto Alegre também não haverá grandes variações - os termômetros registrarão de 23 a 33 graus hoje, de 24 a 34 graus amanhã, de 25 a 34 graus na quarta-feira e um pouco menos, de 23 a 28 graus, na quinta-feira.
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