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Porto Alegre, quarta-feira, 05 de dezembro de 2018.
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Transportes

03/12/2018 - 21h07min. Alterada em 05/12 às 13h30min

Vereador pede investigação sobre atraso de 20 meses para uso de cartão na recarga do TRI

Prevista para março de 2017, plataforma ainda não foi implementada pela ATP

Prevista para março de 2017, plataforma ainda não foi implementada pela ATP


CLAITON DORNELLES/JC
Paulo Egídio
O atraso no cumprimento de um decreto municipal que obriga a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP) a disponibilizar uma plataforma eletrônica para a recarga do cartão TRI com cartões de crédito e débito completa 20 meses.
A longa espera e as promessas de implantação que não são cumpridas fez o vereador de Porto Alegre Marcelo Sgarbossa (PT) agir. Sgarbossa pediu nesta segunda-feira (3) investigação sobre o atraso ao Ministério Público de Contas (MPC). A demora prejudica os usuários de ônibus, que ficam sem uma facilidade e rapidez na recarga. Hoje é possível recarregar o TRI emitindo boleto on-line, mas que cujos créditos não são ativados imediatamente.
Previsto em decreto de janeiro de 2017 em um dos primeiros decretos de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) à frente da prefeitura, a possibilidade tinha como prazo-limite o mês de março daquele ano. No entanto, como o Jornal do Comércio mostrou recentemente, a plataforma ainda não foi implementada.
No documento apresentado nesta segunda-feira (3) ao procurador-geral do MPC, Geraldo Da Camino, Sgarbossa pede a instauração de um procedimento de averiguação para apurar o descumprimento decreto e de supostas irregularidades decorrentes. “Quase dois anos depois que o prefeito Marchezan Júnior assinou o decreto, nada saiu do papel”, reclama o vereador.
Procurada, a ATP informou que a plataforma de recarga com cartões demorou “em função de questões relativas à segurança da operação que envolvem a bilhetagem eletrônica e normas bancárias”. Segundo a entidade a fase de testes com transações reais já foi realizada e estão sendo feitos os ajustes finais do sistema. “A expectativa é que em breve o serviço seja lançado”, indicou a ATP, que não confirmou o lançamento até o final do ano, como prometido em setembro.
“Importante frisar, como já mencionado, que por se tratar de uma operação nova que envolve valores e transações diárias em um ambiente de milhares de usuários, é necessário o máximo de zelo e eficiência quanto à segurança do serviço”, completa a nota da representante das concessionárias
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), responsável por fiscalizar o sistema de transporte coletivo em Porto Alegre, informou nesta terça-feira (4) que a prefeitura estabeleceu um prazo de 15 dias para que a plataforma entre em vigor. O novo decreto municipal não prevê punição às empresas em caso de descumprimento do prazo.
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Comentários
Roger Dutra 04/12/2018 17h32min
Isso pra mim sempre cheira a falcatrua...
Paulo Tavares 04/12/2018 11h10min
ATP e EPTC seguem fazendo o que fazem de melhor: um péssimo "desserviço"!
Boaventura 04/12/2018 07h54min
O uso destas "ferramentas" não tem nada de mirabolante ou inédito que justifique esta demora. Varias cidades e muitos outros setores da economia já tem este sistema operando há muitos anos.