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Porto Alegre, terça-feira, 06 de novembro de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Direitos Humanos

Edição impressa de 06/11/2018. Alterada em 06/11 às 11h41min

Organizadores da Parada Livre arrecadam verba para o evento

Em 2017, evento na Capital foi custeado por doações, parcerias e contrapartidas

Em 2017, evento na Capital foi custeado por doações, parcerias e contrapartidas


FREDY VIEIRA/ARQUIVO/JC
Suzy Scarton
Sem aporte de recursos públicos desde 2017, a Parada Livre de Porto Alegre corre risco de não ocorrer neste ano. Para evitar que o evento tenha de ser cancelado, os organizadores da 22ª edição, cujo tema é "Resistir para não morrer", criaram um espaço de arrecadação de doações on-line. Até o momento, foram arrecadados cerca de R$ 7 mil. A previsão é de que o evento ocorra no dia 18 de novembro.
Em 2017, a Parada Livre foi custeada por doações, parcerias e contrapartidas, bem como por meio da venda de bottons e camisetas relacionados ao tema. Taynah Ignacio, da ONG Juntos LGBT e uma das organizadoras da celebração, estima que sejam necessários cerca de R$ 40 mil para que tudo transcorra adequadamente. "Vamos manter de qualquer modo, mesmo que seja com uma caixa de som e um microfone. Mas seguiremos procurando patrocínio", garante. Até o fechamento desta edição, uma parceria vinha sendo negociada com a Uber, mas ainda não havia definição.
Neste ano, a situação se agravou devido à desistência, em cima da hora e sem aviso-prévio, por parte de uma produtora, que havia sido contratada para fazer a captação de recursos. Sem entrar em detalhes, Taynah explicou que a empresa "apresentou vários motivos que não fazem sentido, desculpas para rescindir o contrato". A partir daí, os organizadores criaram a possibilidade de arrecadação via internet, por meio de uma vaquinha virtual, que pode ser acessada pelo link https://apoia.se/paradalivre. "É muito importante que a Parada se mantenha diante das circunstâncias atuais. Mudamos, inclusive, o tema, que, antes, era 'Qual o seu privilégio?'", explica.
O valor de R$ 40 mil - mesma quantia utilizada no evento do ano passado - garante a estrutura de palco, o pagamento de taxas cobradas pela prefeitura e o aluguel de banheiros químicos. A Parada Livre conta com o apoio de bares e de comerciantes da Capital, que revertem o lucro de festas e bebidas para a causa. A organização também pretende procurar a prefeitura para solicitar a isenção das taxas, que chegam a R$ 8 mil.
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