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Indonésia

01/10/2018 - 11h34min. Alterada em 01/10 às 11h35min

Passa de 840 o número de mortos após terremoto na Indonésia

ONU estimou que 191 mil pessoas na região afetada precisam de ajuda urgente

ONU estimou que 191 mil pessoas na região afetada precisam de ajuda urgente


ADEK BERRY/AFP/JC
Agência Brasil
Autoridades e voluntários da Indonésia confirmaram nesta segunda-feira (1º) que já chegou a 844 o número de mortos em consequência do terremoto, seguido de tsunami, que atingiu a ilha de Sulawesi. A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou que 191 mil pessoas na região afetada precisam de ajuda urgente, incluindo 46 mil crianças e 14 mil idosos.
O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho, afirmou, em entrevista coletiva em Jacarta, que o número de mortos ainda aumentará porque há "centenas de vítimas" soterradas em Petobo, uma área de Palu. Das 844 mortes, 821 desses ocorreram em Palu, 12 em Parigi Moutong e 11 no distrito de Danggala, segundo os dados oficiais. A lista ainda conta com 90 desaparecidos, 632 feridos internados em diversos hospitais e 48.025 pessoas atendidas em 103 centros de amparo.
Equipes de resgate reclamam da escassez de medicamentos e da falta do equipamento necessário para alcançar os sobreviventes presos em prédios desmoronados. Como resultado, as autoridades na cidade de Palu, onde foram confirmadas 23 mortes, temem que o número aumente nos próximos dias, com os surtos de doenças causadas pela decomposição de corpos, o que é uma grande preocupação.
O alerta se estende para a região de Donggala, ao norte de Palu, onde vivem 300 mil pessoas, e mais dois distritos nos quais a comunicação foi interrompida. Segundo as autoridades, não é possível estimar o número de vítimas na área.
As autoridades da Indonésia advertem também que ainda há vítimas sob a lama e os escombros. Também aumentou o número de vítimas entre estrangeiros, subindo de 71 para 114, quando começou a catástrofe com um terremoto de 6,1 graus na escala Richter e foi seguido, três horas depois, por outro de 7,5 graus e um tsunami que causou a maioria das vítimas.
As autoridades continuam os trabalhos de busca e resgate de sobreviventes e vítimas, enquanto técnicos trabalham para restabelecer os serviços básicos e o fornecimento de energia. O Ministério da Saúde se encarrega de fornecer profissionais e material médico a essa região, onde fazem falta especialistas em ortopedia, cirurgiões gerais, neurocirurgiões, anestesistas e enfermeiros.
*Com informações da EFE e DW, agência pública de notícias da Alemanha
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