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Porto Alegre, segunda-feira, 17 de setembro de 2018.
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Jornal do Comércio

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Eleições 2018

Edição impressa de 17/09/2018. Alterada em 17/09 às 12h00min

Regionalização é foco das propostas de saúde dos candidatos ao governo do RS

Candidatos apresentam suas propostas do plano de governo para a área da saúde

Candidatos apresentam suas propostas do plano de governo para a área da saúde


THIAGO MACHADO/ARTE/JC
Suzy Scarton
O Jornal do Comércio publica nesta segunda-feira (17), e nas próximas duas segundas-feiras, uma série de matérias que apresenta as propostas dos candidatos ao governo estadual para as áreas de saúde, educação e segurança pública. Hoje, serão conhecidas as sugestões para a saúde expostas durante a campanha eleitoral. O espaço dado a cada candidato corresponde às propostas do plano de governo.

José Ivo Sartori (MDB)

“Recebemos uma dívida maior do que a que existe hoje. Renegociamos com todos os filantrópicos e todos os hospitais. É preciso fazer gestão, inclusive, na área da saúde”, destaca.
  • Dar continuidade ao processo de regionalização do atendimento e dos serviços de média e alta complexidades. Cidades-polo - Santa Maria, Ijuí, Passo Fundo, Caxias do Sul, Pelotas, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul e Lajeado - terão expansão.
  • Expandir o atendimento pelas ações da Estratégia de Saúde da Família e do programa Primeira Infância Melhor.
  • Ajustar a prestação de serviços levando em conta o aumento da população de terceira idade e a redução da população infantil.
  • Promover maior atenção à infância e às mães, com o fortalecimento de políticas preventivas e de promoção da atenção básica.

Eduardo Leite (PSDB)

“Aqui, se faz convênios com instituições hospitalares para prestação de serviços. Não se presta diretamente, se contrata por metas. Quero tantas cirurgias, tantas consultas, tantos exames. Vou pedir isso e remunerar por isso”, afirma.
  • Apostar na tecnologia de informação para reforçar os sistemas de gestão, além de descentralizar e desburocratizar o acesso à saúde.
  • Instituir o Centro de Informações e Decisões Estratégicas em Saúde, o chamado SUS Conectado, que permite que todo o cidadão tenha o prontuário acessado por um profissional de saúde em qualquer ponto do Estado.
  • Fortalecer o acesso à atenção primária por meio da Estratégia de Saúde da Família e dos Núcleos de Apoio à Saúde da Família.
  • Redistribuir leitos, respeitando necessidades epidemiológicas de cada região.

Miguel Rossetto (PT)

“Vamos repactuar o calendário de financiamento do Estado aos municípios e à rede de saúde pública. Hoje, o governo (José Ivo) Sartori deve cerca de R$ 480 milhões à rede”, alerta.
  • Reforça o compromisso do investimento, previsto por lei, de 12% da arrecadação. O investimento deve ser dirigido às várias competências estaduais nesse campo.
  • Pretende criar Centros Regionais Especializados Multiprofissionais (CEM), voltados à ampliação do atendimento de demandas e de procedimentos especializados.
  • Quer que o Estado providencie pleno acesso aos serviços públicos essenciais, sem discriminação ou privilégios, promovendo a saúde nos campos da prevenção, do tratamento, da readaptação, e no fornecimento de medicamentos.

Jairo Jorge (PDT)

"Temos um problema muito sério, que é a crise dos hospitais de pequeno porte, do Interior. Minha proposta é uma regionalização efetiva, ter escritórios regionais do governo, política regional", elenca.
• Reforçar o sistema de vigilância sanitária, o controle epidemiológico e a saúde preventiva.
• Possibilitar o monitoramento e a análise de dados de forma mais ágil.
• Prevenir os riscos de ocorrências e surtos.
• Investir em campanhas de informação, vacinação e prevenção, especialmente em relação a doenças cardiovasculares, respiratórias e decorrentes de maus hábitos alimentares.
• Utilizar integralmente os recursos, envolvendo municípios a partir dos escritórios regionais de governo.

Julio Flores (PSTU)

“É necessário acabar com as isenções fiscais das grandes empresas. Com esse dinheiro, e com o combate à sonegação fiscal, teríamos uns R$ 30 bilhões para investir em todas as áreas – inclusive em plano de obras públicas, construindo hospitais, por exemplo”, defende.
  • Fim de repasses de verbas para o sistema privado de Saúde, "por um SUS 100% público", o amparo, na rede pública, às vítimas de violência "machista e homofóbica".
  • Amplo acesso à saúde para transexuais.
  • Atendimento para doenças da população negra.
  • Limite de 30 horas semanais para os trabalhadores da saúde.

Mateus Bandeira (Novo)

“Boa parte dos problemas poderiam ser resolvidos nas UBS, evitando internações e consulta a especialistas para questões de média e alta complexidade”, explica.
  • Adaptar Unidades Básicas de Saúde (UBS) em locais com maior infraestrutura e mais bem-equipados, com disponibilidade para exames de baixa complexidade.
  • Disponibilizar teleconsultoria de especialistas nas UBSs para reduzir as consultas presenciais.
  • Informatizar toda a rede de atenção primária com o software do eSUS.
  • Centros de especialidades independentes, regionalizados e contratualizados por produção, por meio de parceria público-privada, que receberão pacientes encaminhados pela central de regulação. Os centros funcionarão como um "day care", realizando exames e procedimentos de baixa complexidade.

Roberto Robaina (PSOL)

“Essa política de drogas é um fracasso completo”, resume.
  • Abrir novos leitos de internação pelo sistema público, priorizando a descentralização da saúde.
  • Garante, como prioridade, o repasse de 12% da arrecadação dos impostos à saúde.
  • Tratar as drogas como questão de saúde pública, a partir da lógica de redução de danos.
  • Apoiar a reforma psiquiátrica, lutando pelo fechamento de manicômios e pela abertura de novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
  • Garantir jornada de 30 horas semanais para os trabalhadores da área.
  • Corrigir a política de regionalização.
  • Usar a tecnologia, especialmente a telemedicina, para diminuir filas por consultas.
  • Reativar o Laboratório Farmacêutico do Estado e a Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde.

Paulo Medeiros (PCO)

Não registrou plano de governo e não respondeu às solicitações da reportagem do Jornal do Comércio.
 
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