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Porto Alegre, quarta-feira, 01 de agosto de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Saúde

Edição impressa de 01/08/2018. Alterada em 31/07 às 22h28min

Imesf encerra paralisação e entra em estado de greve

Unidade de saúde Safira Nova permaneceu fechada ontem

Unidade de saúde Safira Nova permaneceu fechada ontem


MARCO QUINTANA/JC
Iniciada ontem, a greve dos trabalhadores do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf), reforçada por municipários de diversas categorias da saúde na Capital, chegou ao fim no mesmo dia. Por unanimidade, os trabalhadores optaram por encerrar a paralisação e manter o estado de greve, que permite que a categoria paralise a qualquer momento. Mesmo breve, a paralisação levou ao fechamento de três unidades de saúde. Outras 13 sofreram restrições no atendimento, como a interrupção da aplicação de vacinas.
Há quase três anos, os trabalhadores do Imesf não recebiam reposição da inflação sobre os salários. As perdas acumuladas chegam a aproximadamente 9% dos salários, e a reposição de inflação soma 6,85%. Além disso, os profissionais do instituto corriam o risco de perder 10% da gratificação.
A greve foi encerrada, de acordo com o presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul (Sergs), Estêvão Finger, porque algumas das reivindicações foram atendidas pela prefeitura. "A gratificação foi mantida, e a prefeitura concordou em voltar a negociar o reajuste em meados de outubro. Caso isso não ocorra ou a negociação seja muito difícil, voltaremos a paralisar", garantiu.
Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, os postos Beco do Adelar, na avenida Juca Batista, Safira Nova, no bairro Mário Quintana, e Tijuca, na avenida Protásio Alves, estiveram fechados durante toda a terça-feira. Já as unidades de saúde Modelo, Santa Marta, Panorama, São Carlos, São José, São Miguel, Alta Embratel, Belém Velho, Glória, Osmar Freitas e Santa Tereza sofreram algum tipo de restrição.
Um balanço do Sergs estima que cerca de mil funcionários, entre profissionais do Imesf e demais municipários, tenham cruzado os braços ontem. No entanto, 30% dos funcionários de cada categoria compareceram ao trabalho, obedecendo ordem judicial. Pela manhã, os grevistas organizaram um ato em frente à sede da Secretaria Municipal de Saúde, na avenida João Pessoa. Em seguida, o grupo, que exibia faixas e gritava "Fora Marchezan", caminhou pelas ruas do Centro em direção ao Hospital de Pronto Socorro. Outro ato foi realizado à tarde, em frente ao Paço Municipal.
Os trabalhadores são contra o pacote de medidas do prefeito Nelson Marchezan Júnior no Legislativo. Alguns projetos afetam diretamente o funcionalismo, como o que institui a previdência complementar e o que extingue a licença-prêmio.
 
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