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Porto Alegre, segunda-feira, 23 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

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Saúde

Edição impressa de 23/07/2018. Alterada em 22/07 às 21h48min

Escola Técnica em Saúde tenta se manter na atual sede

Local atende 1,2 mil alunos de Gestão em Saúde, Radiologia, Nutrição e Saúde, e Análises Clínicas

Local atende 1,2 mil alunos de Gestão em Saúde, Radiologia, Nutrição e Saúde, e Análises Clínicas


LUIZA PRADO/JC
Sob ameaça de perder sua sede, a comunidade escolar da Escola Técnica em Saúde (ETS) batalha para permanecer no prédio, localizado nas dependências do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) propôs que a instituição fosse transferida em 2019 para o Colégio Estadual Júlio de Castilhos, o Julinho, na avenida João Pessoa.
O Clínicas, que está em fase de conclusão da ampliação, solicitou ao Estado que devolvesse o prédio onde funciona a escola, para que o hospital o utilizasse em seus serviços. A comunidade escolar, no entanto, considera que sair do local significa perder a identidade da instituição. "Uma escola de saúde não é uma escola qualquer: precisa estar ligada a um hospital. Quando um hospital quer expandir, uma escola de saúde não atrapalha", observa a diretora da instituição, Rita Mombelli.
Em reunião no final de junho junto à Seduc, integrantes da diretoria da escola buscaram sensibilizar o governo do Estado em relação à incapacidade física do Julinho de absorver as atividades da ETS, que atende 1,2 mil alunos nos cursos de Gestão em Saúde, Radiologia, Nutrição e Saúde e Análises Clínicas. "Tudo bem que não é longe, mas o espaço é insuficiente, mesmo que o Estado diga que vai reformar e realocar a banda do colégio, que hoje ocupa o local", aponta Rita. A instituição de saúde, que atualmente funciona em um prédio com dois andares de 1,6 mil metros quadrados, passaria a funcionar em parte de um andar do Julinho. A Seduc também avalia outras possibilidades de locais para transferência.
Um protocolo de intenções foi firmado entre o Clínicas e a Seduc no final dos anos 1980, quando ficou definida a construção da escola, a pedido do hospital, a fim de atender à demanda de formação de funcionários para atuar no estabelecimento. Nesse protocolo, o HCPA se comprometeu a ceder o terreno, enquanto o Estado entrava com a construção do prédio. A escola começou a funcionar em 1998.
Uma das críticas da comunidade escolar é que a direção do Clínicas não especifica por que precisa do prédio para sua expansão, afirmando apenas que faz parte de uma melhoria no seu fluxo de atendimento. Em nota, o hospital informou que a questão envolvendo o espaço onde atualmente funciona a escola "está inserida no contexto da expansão do hospital e seus novos prédios", o que envolve a reorganização de fluxos "para melhor acolher pacientes, familiares e visitantes no complexo hospitalar".
Em nota, a Seduc informa que as tratativas para a mudança vêm ocorrendo há dois anos, com a participação da direção da escola. "A direção do Clínicas se colocou à disposição para ajudar na instalação dos laboratórios e de outros serviços técnicos que serão necessários no novo prédio", afirma no texto. Segundo a pasta, ainda não está definida a localização da nova instalação, e o Julinho foi oferecido em função de ter capacidade para atender 4 mil alunos e, hoje, trabalhar com apenas 1,4 mil estudantes. No local, a Escola Técnica em Saúde ocuparia o terceiro andar, de forma independente.
A questão está sendo analisada no Ministério Público de Contas do Rio Grande do Sul (MPC-RS), através da procuradora Daniela Toniazzo, que dará um parecer sobre a questão nos próximos dias, sem prazo definido. O assunto também está sendo tratado na Comissão de Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa.
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