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Porto Alegre, quarta-feira, 11 de julho de 2018.

Jornal do Comércio

Geral

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Segurança pública

Notícia da edição impressa de 11/07/2018. Alterada em 10/07 às 21h35min

Rio Grande do Sul teve 35% menos latrocínios até junho

Para Schirmer, volta de presos perigosos ao Estado é derrota ao sistema

Para Schirmer, volta de presos perigosos ao Estado é derrota ao sistema


/MARCELO G. RIBEIRO/JC
Isabella Sander
A apresentação dos indicadores de criminalidade no primeiro semestre de 2018, divulgada ontem pelo governo do Estado, trouxe uma boa notícia para os gaúchos: a tendência de queda no número de homicídios e latrocínios se mantém. Em comparação ao mesmo período de 2017, a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) registrou redução de 25,7% nos casos de homicídios dolosos e de 24,5% na quantidade de vítimas. O índice de latrocínios caiu 35,6%.
Em Porto Alegre, a tendência de queda foi mais tímida, com redução de 19,8% no número de homicídios dolosos e de 15,2% no número de vítimas. Os casos de latrocínio caíram 30%.
Houve diminuição, ainda, nos crimes envolvendo bancos. No Estado, foram 32,4% furtos e 6,1% roubos a menos. Em Porto Alegre, a queda de furtos foi de 66,7% e de roubos, 25%. Os delitos ocorridos no transporte público também tiveram redução - em nível estadual, o roubo a usuários caiu 55,9% e a motoristas e cobradores, 35,7%. Na Capital, a queda foi de 58,8% contra usuários e de 44,9% contra motoristas e cobradores.
Durante a apresentação dos indicadores, o secretário estadual de Segurança Pública, Cezar Schirmer, chamou a atenção para a decisão recente da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre, que rejeitou o pedido da SSP de renovação da permanência de 17 presos gaúchos de alta periculosidade em presídios federais, localizados em outros estados. "Não é à toa que reduzimos os percentuais de homicídios e latrocínios desde que transferimos 27 presos para presídios federais. A volta deles é uma derrota para o sistema e pode ter consequências nos índices de criminalidade", ressalta.
A decisão foi proferida pelos juízes da VEC, Patrícia Fraga Martins, Paulo Augusto Oliveira Irion, Sidinei Brzuska e Sonáli da Cruz Zluhan. Os magistrados apontaram, no texto, que "causa estranheza" a justificativa do Estado para o pedido, referente à superlotação do sistema prisional e ao controle de algumas unidades por facções criminais, uma vez que decorrem "de problemas de gestão prisional" causados pelo próprio governo.
Os juízes alegam, ainda, que o pedido deveria apresentar um novo motivo para a manutenção da transferência, o que não aconteceu. O Ministério Público do Rio Grande do Sul já recorreu da decisão. O Estado fará o mesmo.
JC

Totem faz monitoramento 24 horas no entorno da SSP

Um totem instalado em frente à Secretaria Estadual de Segurança Pública monitora 24 horas o entorno do prédio, localizado na rua Voluntários da Pátria, em Porto Alegre. O equipamento, doado por uma empresa de tecnologia de Santa Catarina, possui ferramentas de identificação facial, identificação de placas de carros e um botão para acionar a Brigada Militar pelo telefone 190. O aparelho também faz sozinho a busca por delitos que ocorrerem à sua volta.

O tenente-coronel Alexandre Augusto Aragon, coordenador do Sistema de Segurança Integrada com os Municípios (SIM), acredita que, com a tecnologia, em breve, não haverá mais veículos roubados circulando no Estado, porque serão identificados e apreendidos pela polícia. "O totem cria zonas seguras com reconhecimento facial que, em breve, serão interligados ao banco de dados do governo", revela.

A instalação e a manutenção do equipamento, que conta com suporte 24 horas, tem custo aproximado de R$ 10 mil por mês para os municípios que queiram adquiri-lo. Como o aparelho conta com identificador de placas de veículos, o valor pode ser pago com recursos oriundos do IPVA, o que já acontece em cidades catarinenses, como Balneário Camboriú. A SSP não irá adquirir os totens, ficando a critério das prefeituras obtê-los ou não.

Número único de emergência será implantado em novembro

Será publicada, nos próximos dias, a portaria que centraliza as chamadas de emergência em um só local. A expectativa da SSP é que a unificação dos números seja implantada em 1 de novembro. Seja ligando para o 190, da Brigada Militar; para o 192, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu); ou para o 193, do Corpo de Bombeiros, por exemplo, será possível pedir socorro para emergências envolvendo incêndio, violência ou saúde.

O modelo é inspirado na América do Norte e na União Europeia (UE). Nos Estados Unidos e no Canadá, por exemplo, o número é o mesmo - 911. Já na UE, composta por 28 países, é o 112. No Brasil, há, pelo menos, 12 linhas de emergência.

Inicialmente, todos os números cairão em um só sistema de atendimento. No futuro, a ideia é desativar os demais. "É um processo que reduz custos, melhora a eficiência do sistema e facilita a vida do cidadão", salienta Cezar Schirmer.

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