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Porto Alegre, quarta-feira, 20 de junho de 2018.

Jornal do Comércio

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Direitos Humanos

Notícia da edição impressa de 20/06/2018. Alterada em 20/06 às 08h18min

Porto Alegre dará passagens a moradores de rua que queiram voltar para cidade de origem

"Antes de a pessoa viajar, nossa equipe se certificará de que haverá uma rede de apoio", diz Marchezan

"Antes de a pessoa viajar, nossa equipe se certificará de que haverá uma rede de apoio", diz Marchezan


MARCO QUINTANA/JC
Suzy Scarton
A prefeitura de Porto Alegre formalizou ontem um acordo de cooperação com a Federação das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio Grande do Sul (Fetergs) e a Associação Rio-Grandense de Transporte Intermunicipal (RTI) como parte do Plano Municipal de Superação da Situação de Rua, apresentado em maio deste ano. A parceria permitirá a disponibilização de passagens intermunicipais e interestaduais para moradores de rua que desejam retornar a seus lares - a maioria, no Interior.
Embora a prefeitura tenha evitado precisar o número de passagens que será disponibilizado por ano, a estimativa é de que até 150 pessoas em vulnerabilidade social deixem a cidade em 2018. A demanda dependerá da procura dos interessados e da disponibilidade de lugares nas rotas das associadas. "A ideia não é tirar um problema de Porto Alegre jogando para outra cidade. Antes de a pessoa viajar, nossa equipe entra em contato com familiares e com o município para se certificar de que haverá uma rede de apoio", esclareceu o prefeito Nelson Marchezan Júnior.
Os moradores de rua que poderão aproveitar a oferta de passagens já foram inseridos no plano e estão sendo acompanhados pela Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc) e por equipes de saúde. A Fasc encaminhará a documentação e também acompanhará o embarque na rodoviária de Porto Alegre. Para a secretária de Desenvolvimento Social e Esporte da Capital, Denise Russo, esse movimento de retorno proporciona o fortalecimento de vínculos. 
A participação da Fetergs e da RTI foi exaltada por Marchezan, assim como do Sindicato de Hospedagem e Alimentação de POA e Região, e do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul, que já ofereceram cursos e vagas de emprego. "Essas parcerias - nas quais a prefeitura não precisa desenvolver um know how específico nem emprega recursos financeiros - tornam-se bem mais ágeis e viáveis", destacou.
Nem todos os moradores de rua têm interesse em voltar à cidade de origem. Aqueles que preferirem receber auxílio para encontrar moradia ou para se inserir no mercado de trabalho também serão contemplados pelo plano. Há, também, moradores de rua com problemas mentais, que serão atendidos pela Secretaria Municipal de Saúde. Até agora, a pasta já abriu 25 leitos na área. Outros 30 devem ser abertos em julho - os primeiros do hospital Santa Ana. Para setembro, estão previstas mais 30 vagas. Há, em andamento, um edital que possibilitará a contratualização de mais 60 leitos em saúde mental.
Por ser uma população flutuante, a prefeitura não consegue estimar um número de moradores de rua. Em 2016, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul apresentou um censo que apontava 2.115 pessoas nas ruas de Porto Alegre. Para 2018, a prefeitura calcula que esse número chegue a 4 mil. Hoje, cerca de 287 mil dependem de auxílio na área da assistência social.
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