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Porto Alegre, quinta-feira, 07 de junho de 2018.
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Jornal do Comércio

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transporte público

Notícia da edição impressa de 07/06/2018. Alterada em 07/06 às 13h53min

Vereador quer revisão do valor da passagem de ônibus da Capital após baixa do diesel

Vereador quer que redução de R$ 0,46 seja aplicada ao valor da passagem dos ônibus

Vereador quer que redução de R$ 0,46 seja aplicada ao valor da passagem dos ônibus


MARCO QUINTANA/JC
Isabella Sander
O vereador Aldacir Oliboni (PT) protocolou um projeto de indicação na Câmara de Porto Alegre, para que o valor da tarifa de ônibus de Porto Alegre seja revisto devido à redução no preço do diesel. Após a greve dos caminhoneiros, o valor do litro deve reduzir R$ 0,46. Além da apreciação pela Casa, o parlamentar também pretende propor ao Conselho Municipal de Transportes Urbanos que analise a questão. Caso não haja retorno favorável ao barateamento da passagem, o vereador promete encaminhar uma denúncia a respeito ao Ministério Público de Contas. 
Para Oliboni, parece óbvio que a redução do preço do combustível, que representa 20,32% do valor da tarifa, desencadeie um reestudo do que é cobrado do passageiro. "Se observarmos que as concessionárias abastecem diretamente da refinaria e, por isso, pagam um preço bem inferior ao mercado pelo diesel, não é justo que digam que estavam tendo prejuízo com o encarecimento do combustível. O cidadão está indignado", afirma.
O vereador estima que os consórcios pagavam entre R$ 2,70 e R$ 2,76 antes da oferta do desconto. "Eles já pagavam menos do que consta na planilha tarifária antes mesmo de o preço baixar", defende. A planilha, feita no final de fevereiro, trabalhava com o litro do diesel custando R$ 3,00. Em reportagem publicada pelo Jornal do Comércio na quarta-feira, o diretor executivo da Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), Gustavo Simionovschi, fala que era esse mesmo o custo do combustível, e que, antes do desconto, as empresas chegavam a pagar até R$ 3,45 pelo litro.
O preço da passagem é reavaliado anualmente, em fevereiro ou março, levando em conta os custos e os reajustes dos 12 meses anteriores. Entretanto, o parlamentar considera que, se for com o objetivo de baratear a tarifa, o reestudo precisa ser feito agora. "O Executivo só encaminha ações que favorecem o empresário de ônibus, como a retirada da gratuidade da segunda passagem, o corte de isenções e a renovação da frota não mais com dez anos de existência, mas sim com 13. O empresário frequentemente ganha vantagens, e nunca se falou em reduzir a passagem", salienta, justificando que esse é seu motivo para defender o reestudo quando há desconto no diesel, mas não quando o combustível fica mais caro.
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