Isadora Jacoby

Além dos produtos da própria Herself, a Casa da Menstruação abre editais trimestrais para receber outras empreendedoras

Marca cria loja colaborativa dedicada à menstruação em Porto Alegre

Isadora Jacoby

Além dos produtos da própria Herself, a Casa da Menstruação abre editais trimestrais para receber outras empreendedoras

O trabalho de rede e colaboração com outras mulheres empreendedoras sempre esteve no DNA da Herself, marca gaúcha de calcinhas menstruais criada em 2017. É o que garante Raíssa Kist, empreendedora à frente do negócio. Foi nessa esteira que a Casa da Menstruação, espaço físico da Herself que abriu as portas há um ano, passou a receber empreendedoras de diferentes segmentos para venderem os seus produtos na loja. “É muito inspirador perceber a união de valores dessa rede que só cresce e fomenta o crescimento da Hersefl e de outros negócios”, orgulha-se Raíssa.

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O trabalho de rede e colaboração com outras mulheres empreendedoras sempre esteve no DNA da Herself, marca gaúcha de calcinhas menstruais criada em 2017. É o que garante Raíssa Kist, empreendedora à frente do negócio. Foi nessa esteira que a Casa da Menstruação, espaço físico da Herself que abriu as portas há um ano, passou a receber empreendedoras de diferentes segmentos para venderem os seus produtos na loja. “É muito inspirador perceber a união de valores dessa rede que só cresce e fomenta o crescimento da Hersefl e de outros negócios”, orgulha-se Raíssa.
O espaço, que fica na rua Visconde do Rio Branco, n° 828, em Porto Alegre, abriga toda a operação da marca, do escritório ao estoque, e nasceu com o propósito de ser um local colaborativo. “Nós participamos de várias casas colaborativas no início da nossa trajetória. Então, esse é um ponto em que podemos compartilhar valores, experiências, conhecendo as histórias dessas marcas, onde podemos pegar na mão os produtos e realmente conhecer. Nesse momento, podendo ter o nosso próprio espaço, buscamos olhar e fomentar essas outras iniciativas”, explica Raíssa. As marcas são escolhidas por meio de uma curadoria a partir de inscrições nos editais lançados pela empresa trimestralmente. “Para nós, faz muito sentido esse trabalho de rede, em ciclos trimestrais com marcas parceiras onde podemos trazer espaço e visibilidade para outras. A ideia são ciclos temporários para que a gente possa ter esse giro”, pontua.
Além de pensar na rede de empreendedoras, Raíssa afirma que outra grande preocupação da marca é levar a discussão sobre menstruação para a sociedade. Por isso, o braço educacional da Herself ganha cada vez mais fôlego dentro dos projetos da marca gaúcha. “Nos propomos a ser uma marca que abre o diálogo, que fala de menstruação com mais profundidade, e tem toda a sua responsabilidade social com a questão da pobreza menstrual. Hoje, a HerSelf atua na tecnologia para tecidos, para pessoas que têm acesso aos nossos produtos, mas também em viabilizar o acesso a pessoas que não teriam condições de estar consumindo nossos produtos. Acreditamos que dignidade menstrual é o acesso à informação e também aos produtos para gerir sua menstruação”, afirma Raíssa, destacando as ações em institutos penais e em escolas como agentes de transformação da percepção sobre a menstruação.
A Casa da Menstruação, inaugurada pouco antes da pandemia de Covid-19, começou a operar da forma que foi projetada há pouco tempo. Nesse meio tempo, a marca direcionou seus esforços para outros canais. O e-commerce registrou, segundo a empreendedora, em 2020, um crescimento de 150%. Outro formato que ganhou força, e é uma aposta da marca, é o de revendedoras. Para 2022, o objetivo é contar com 500 mulheres que revendam Herself em seus negócios. “Entendendo o contexto dramático econômico que a gente vive no Brasil, e que muitas mulheres são as chefes de família, as que provêm o mínimo, unimos forças falando de menstruação. Algumas como um complemento, outras como um produto chave na sua loja, é incrível podermos apoiar essas microempreendedoras”, afirma.
Além de fortalecer o canal de revenda, a internacionalização para a América Latina é um dos grandes objetivos da marca para o próximo ano, que tem no horizonte, também, a criação de um centro de distribuição em São Paulo para incrementar sua presença em todo País, tudo pensado para tornar a menstruação, cada vez mais, um assunto tratado com naturalidade. “Falamos de menstruação como um dos pilares para equidade de gênero, para ter espaço para que as mulheres se enxergarem como protagonistas das suas histórias e que a menstruação não seja um limitante. Para nós é muito rico e gratificante ouvir o quanto um pouquinho desse diálogo já abre um espaço para que essas mulheres já se sintam confortáveis para falar com as suas filhas, com a sociedade como um todo, permitindo que as próximas gerações lidem com a menstruação de uma maneira mais natural, olhando como um sinônimo de saúde, e não negando, tendo nojo, constrangimento”, pondera Raíssa.
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Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

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