Victória Paz

Um dos propósitos da Lanceiros é prezar pela saúde mental de sua equipe

Empresa de tecnologia gaúcha luta pela ascensão do jovem periférico

Victória Paz

Um dos propósitos da Lanceiros é prezar pela saúde mental de sua equipe

Na história do Rio Grande do Sul, os Lanceiros Negros eram homens negros escravizados que participavam como soldados na Revolução Farroupilha com a promessa de liberdade ao fim do conflito. As lanças utilizadas por eles se tornaram símbolo do protagonismo negro e, hoje, são usadas como referência de resistência. Em busca do resgate histórico, a startup Lanceiros Tech surgiu em 2020 com o propósito de equidade no mundo da tecnologia. "Estamos lutando por lugares iguais e queremos transformar e dar voz à comunidade preta", conta Michely Alves, assistente comercial responsável pela comunicação.

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Na história do Rio Grande do Sul, os Lanceiros Negros eram homens negros escravizados que participavam como soldados na Revolução Farroupilha com a promessa de liberdade ao fim do conflito. As lanças utilizadas por eles se tornaram símbolo do protagonismo negro e, hoje, são usadas como referência de resistência. Em busca do resgate histórico, a startup Lanceiros Tech surgiu em 2020 com o propósito de equidade no mundo da tecnologia. "Estamos lutando por lugares iguais e queremos transformar e dar voz à comunidade preta", conta Michely Alves, assistente comercial responsável pela comunicação.
A Lanceiros Tech é uma empresa de tecnologia que trabalha com o desenvolvimento de softwares, com expertise em comunicação, UX/UI design e que só emprega negros periféricos. Além de lutar pela inclusão dos jovens negros, a empresa utiliza a linguagem neutra em suas redes sociais. "Estamos abertos para todas as idades e gêneros, porém somos uma empresa preta porque queremos mostrar que existem pessoas capazes que podem chegar longe", explica. Michely também deixa explícito que a inclusão não está só na neutralidade e que também pensam em outras formas de deixar suas redes sociais cada vez mais acessíveis para deficientes visuais.
Para a startup, a pandemia gerou um impacto positivo, pois foi possível ter flexibilidade e diversidade em diversos estados do País. Entretanto, o contato físico ficou pendente. "Não temos aquele aconchego e abraço que a pandemia nos tirou, então, em todas as reuniões, sempre tentamos tirar o peso da rotina", expõe.
Um dos propósitos da Lanceiros é prezar pela saúde mental de sua equipe. "Frisamos que devemos ser abertos e pontuar o que está acontecendo. A maioria faz acompanhamento na terapia, pois estamos muito presos ao virtual. A Lanceiros quer saber como que você está e como está sendo o desenvolvimento do trabalho com os clientes porque precisamos estar bem para atender bem", afirma a assistente.
Michely é dos exemplos de superação lançados pela empresa. "Foi o empurrão que eu precisava para a vida porque estava muito acomodada. Na Lanceiros, consegui sugerir pautas e dar opiniões sem ser privada. A única exigência no processo seletivo é a vontade de aprender e estudar", afirma.
A startup afrofuturista listou diversas oportunidades para alcançar e trabalha para isso acontecer. "A Lanceiros quer expandir. Não temos formação ainda, somos estudantes em constante aprendizado. Não é só uma empresa, mas uma família onde um apoia o outro", sintetiza.
De acordo com Michely, a tecnologia é um caminho essencial para a busca do imaginário social brasileiro e da ancestralidade, que foi tirada ao longo dos anos.
Atualmente a startup atua em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul. Ao todo, a equipe é formada por 19 pessoas que trabalham com CLT ou freelancer. Uma das sócias é a contadora Onília Araújo. A Lanceiros pode ser encontrada através do Instagram (@lanceirostech), Linkedin, Twitter (@lanceirostech) ou pelo site www.lanceiros.com.
Para quem se interessar, a empresa aceita currículos pelo e-mail [email protected]
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Victória Paz - estagiária do GeraçãoE

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