Isadora Jacoby

A Lisco Skateboarding surgiu há três anos e produz shapes e acessórios para praticantes

Para fomentar o skate local, marca de Porto Alegre cria time de atletas

Isadora Jacoby

A Lisco Skateboarding surgiu há três anos e produz shapes e acessórios para praticantes

"A marca é uma maneira de devolver para o skate tudo que eu já ganhei: amigos e vivências", sintetiza Max Rivera, 47 anos, empreendedor à frente da Lisco Skateboarding, de Porto Alegre, que produz shapes e acessórios para skatistas. Há três anos no mercado, a marca tem como objetivo fomentar a cena local do esporte. Para isso, tem uma equipe de skatistas que apoia, sendo seis atletas mulheres e um representante do skate masculino. 

Ops! Este conteúdo é exclusivo para assinantes...

"A marca é uma maneira de devolver para o skate tudo que eu já ganhei: amigos e vivências", sintetiza Max Rivera, 47 anos, empreendedor à frente da Lisco Skateboarding, de Porto Alegre, que produz shapes e acessórios para skatistas. Há três anos no mercado, a marca tem como objetivo fomentar a cena local do esporte. Para isso, tem uma equipe de skatistas que apoia, sendo seis atletas mulheres e um representante do skate masculino. 
Direcionar os esforços para o skate feminino foi, segundo Max, uma consequência natural do seu trabalho. Com a intenção não só de vender produtos, mas fortalecer os atletas da região, a marca, que surgiu na pista de skate do IAPI, começou a apoiar skatistas para, justamente, devolver o apoio que recebeu da comunidade. "Sou local da pista do IAPI e a marca foi abraçada pelo pessoal, então decidimos dar um passo a mais e começar uma equipe. Conversando com amigas sobre a dificuldade que as skatistas têm em conseguir apoio, fomos direcionando para o skate feminino. Hoje, são três atletas daqui e três da região de São Paulo", conta Max. 
O carro-chefe da marca são os shapes - a parte de madeira do skate -, mas a Lisco investe também em outros acessórios, como toucas, camisetas e meias. Os itens são vendidos pelo e-commerce da marca (liscoskate.com.br). Max, que concilia a empreitada com a rotina de bancário, relata que o trabalho de uma marca local e artesanal nesse mercado não é fácil, já que as pessoas estão acostumadas a consumir das mais conhecidas.
Lisco/Divulgação/JC
No entanto, o amor pelo esporte garante a resiliência necessária para enfrentar os desafios. "Dedico muito tempo para conversar com as pessoas, fazer contatos ou indo para a pista para que as pessoas conheçam o produto. Como qualquer outra marca que chega num mercado que já tem gigantes, brigamos muito por espaço, mas o lance de estar presente, de apoiar atletas menores, vai nos fazendo crescer. Se eu não amasse, teria desistido, porque é um mercado muito difícil", afirma Max. 
Neste ano, nas Olimpíadas de Tóquio, o skate foi uma das modalidades estreantes e rendeu frutos para o Brasil. A primeira medalha do País nesta edição dos Jogos saiu do esporte, a prata com Kelvin Hoefler, e uma das conquistas mais comentadas nas redes sociais também: outra prata, desta vez com Rayssa Leal, atleta de apenas 13 anos. Max enxerga de forma positiva a visibilidade que o esporte ganhou nos últimos dias e acredita que isso pode ser positivo para quem, assim como ele, empreende no segmento.
"Acho ótimo que todo mundo esteja olhando para o skate e percebendo que não é só um esporte: tem um lifestyle e uma cultura que vem junto. Sempre vai ter seu lado underground, mas acho legal a visibilidade porque mais gente vai começar a ver e consumir coisas de skate, mesmo não andando, e isso fomenta os negócios", acredita o empreendedor, destacando que o sucesso de Rayssa levará mais meninas e mulheres para as pistas. "Ela ter feito história, ter andado tão bem, ter feito dancinha, com certeza, vai fazer várias guriazinhas pedirem um skate, e isso é ótimo, não só para o comércio, mas é incrível para a comunidade do skate. Como diz a Karen Jonz (tetracampeã mundial do esporte), o skate sempre foi legal, vocês que só descobriram isso agora", diverte-se Max, que vislumbra um futuro longo ao lado do skate, de um jeito ou de outro. "No dia que eu estiver tão velhinho que não consiga andar de skate, quero estar ali, junto na pista, vendendo meus shapes, conversando com a gurizada mais nova", prevê.
Isadora Jacoby

Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

Receba matérias deste autor
Isadora Jacoby

Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

Receba matérias deste autor

Deixe um comentário