Guilherme Jacques, Isadora Jacoby, Mauro Belo Schneider e Pâmela Maidana

Nos 249 anos da Capital, mostramos empreendedores e empreendedoras que celebram a cultura gaúcha o ano inteiro em seus negócios

Conheça negócios que homenageiam Porto Alegre com o nome ou produtos

Guilherme Jacques, Isadora Jacoby, Mauro Belo Schneider e Pâmela Maidana

Nos 249 anos da Capital, mostramos empreendedores e empreendedoras que celebram a cultura gaúcha o ano inteiro em seus negócios

Muito mais que pelo espaço geográfico, uma cidade é definida pelas pessoas que vivem nela. Na semana em que Porto Alegre comemora seus 249 anos de existência, o GeraçãoE mostra empreendedores e empreendedoras que dão vida à capital gaúcha, homenageando a cidade em seus negócios. Arte, gastronomia, vinhos, brinquedos: há quem encontre sempre uma maneira de demonstrar o orgulho de ser porto-alegrense.

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Muito mais que pelo espaço geográfico, uma cidade é definida pelas pessoas que vivem nela. Na semana em que Porto Alegre comemora seus 249 anos de existência, o GeraçãoE mostra empreendedores e empreendedoras que dão vida à capital gaúcha, homenageando a cidade em seus negócios. Arte, gastronomia, vinhos, brinquedos: há quem encontre sempre uma maneira de demonstrar o orgulho de ser porto-alegrense.

Camisetas que falam a língua dos moradores

Quem frequenta o Brique da Redenção deve conhecer as camisetas pintadas à mão pelo artista Javier Rebellato. As peças são aquareladas e estampam frases e dizeres típicos de Porto Alegre. Javier conta que começou a produzir em 1995 e, três anos depois, entrou no Brique, aos domingos. "Percebi que existia, na época, poucas camisetas com o tema de Porto Alegre. Iniciei pintando monumentos e prédios da cidade, e depois acrescentei frases de poetas e artistas gaúchos", lembra. Vendendo suas peças em meio a outros artesãos, Javier acredita que as camisetas se destacam por serem pintadas à mão e por servirem como um presente especial. As peças podem ser adquiridas por WhatsApp (51-984559819).

Identificação no nome e no prato

Na churrascaria Porto-alegrense, a identificação com a cidade que a abriga está no nome. Aberta há 38 anos, opera na rua Pará, nº 913, no bairro São Geraldo. Antônio Guido Bratti, de Encantado, tem 83 anos e a maioria deles viveu entre espetos. Seu primeiro restaurante funcionou na rua Júlio de Castilhos, com a marca Guaporense. Depois, abriu na São Pedro, com o cunhado, a Churrascaria Porto Alegre. Quando a dupla decidiu que, pelo crescimento da família, cada um deveria ter uma unidade, ele manteve a tradição do nome com uma leve adaptação. Antônio acredita que o diferencial da Porto-alegrense seja o sistema à la carte. "Desde que comecei a trabalhar, em 1960, sempre fiz churrasco à la carte, mantive a tradição."

Cardápio de cafeteria traz memórias

Para Raquel Barbosa, 44 anos, a paixão por uma parte específica de Porto Alegre é expressada de maneira saborosa. Acostumada a frequentar diversos cafés na cidade, ela sempre planejou abrir um. Depois de muito cogitar, foi em 2019 que ela uniu as duas coisas que gostava para lançar o Café do Bairro. "Eu sou Zona Sul raiz e queria abrir um café, mas que tivesse um diferencial, que fosse aqui e que as pessoas gostassem. Depois de pensar bastante, vieram na minha cabeça o nome e, a partir disso, as ideias", detalha. A cidade é homenageada através de quadros com as histórias dos bairros, artigos de decoração e nos nomes das bebidas.
No cardápio do empreendimento, que fica na avenida Eduardo Prado, nº 2161, é possível encontrar opções como Lami, Itapuã, Guarujá, entre outras. A ideia é que os clientes possam associar às emoções. "Conseguimos puxar características de alguns bairros para os cafés. Por exemplo, o Ipanema é com paçoca, que remete à areia. Outro, é um café gelado com geleia de pêssego, o Vila Nova, que é onde acontece a Festa do Pêssego", explica Raquel.
Antes da pandemia, o Café do Bairro vinha conquistando cada vez mais clientes. Raquel conta que, no início, pessoas de mais idade eram a maioria entre os frequentadores, mas, a partir delas, com o tempo, o público foi rejuvenescendo.
"Com a decoração e os cafés, vinham as lembranças de que, antigamente, existia determinada coisa em determinado local", relata.

Obras de arte servem como presentes afetivos

Valorizar o patrimônio artístico e cultural da cidade que o recebeu tão bem, além de explorar uma lacuna que havia no mercado de presentes para turistas, era o objetivo do artista multimídia Leandro Selister, 56 anos, quando elaborou o projeto Leve a minha cidade, em 2016. No trabalho, ele homenageia Porto Alegre em obras diversas. "A ideia foi reunir em forma de pôsteres, postais, almofadas, adesivos e objetos de design, cenas da cidade. As opções de lembrança eram sempre voltadas ao mesmo tema, como gaúcho, prenda, Grenal, chimarrão. O que fizemos foi levar um pouco mais de arte e design a esse segmento", explica.
Embora haja várias opções, Leandro conta que as mais procuradas no escritório que criou em parceria com a irmã gêmea, Márcia Selister, são as pequenas esculturas em MDF, batizadas de Mini POA Colecionáveis, os quadros com molduras e os adesivos em qualquer dimensão. Os adesivos, inclusive, já ocuparam espaços em grandes empreendimentos da cidade. Em 2019, o artista iniciou ainda outra frente de trabalho.
"Venho produzindo uma série de bordados, sobre o mesmo tema: minha paixão por Porto Alegre. São peças únicas por preços acessíveis, pois minha intenção é levar a arte ao maior público possível, sem desvalorizar minha produção. Quero me dedicar mais a eles e novos desenhos neste ano de 2021", revela.
Consultas e encomendas pelo site (www.leandroselister.com.br) e pelas redes sociais (@leandroselister_atelier).

Vinhos simbolizam o sabor da região

Vinícolas urbanas têm se tornado mais comuns nos últimos anos. Cidades grandes ao redor do mundo, como Nova York, Londres e Paris, entram neste roteiro. Em Porto Alegre, Eduardo Gastaldo administra a Ruiz Gastaldo Vinícola Urbana, localizada na rua Estácio de Sá, nº 26, no bairro Chácara das Pedras, que inclusive é o nome de um espumante. "Decidimos homenagear o nosso bairro através de um rótulo. Também temos o Pinot Noir Porto Alegre, que tem grande importância para a vinícola. A uva é bem conhecida pelos apreciadores de vinho", explica.
Além dos vinhos e espumantes, Eduardo acredita que a vinícola por si só é uma homenagem à Capital. "Todas as nossas mídias, seja no site ou no Instagram, têm fotos de Porto Alegre. Constantemente, postamos a cidade para os nossos clientes, que não se resumem apenas a Porto Alegre e ao Rio Grande do Sul, mas também a todo o Brasil."
Os pedidos podem ser realizados pelo site ruizgastaldo.com.br, onde a clientela escolhe qual vinho deseja. O 'Porto Alegre', um vinho fino tinto seco, da safra 2020, custa R$170,00. O espumante Chácara das Pedras, 50% Pinot Noir e 50% Chardonnay, R$120,00.
Eduardo nasceu, cresceu, casou, cria os filhos e trabalha em Porto Alegre, por isso tanto amor. "É algo que mexe com o interior da pessoa e com a própria identidade", comemora, sobre o poder do vinho de unir as pessoas.

Ruas estampadas na roupa

Cylene Dallegrave e Roberta Rocha são sócias da marca Cylene Dallegrave Arte Aplicada. Imagens de Porto Alegre são aplicadas em pôsteres, telas, mini telas, ecobags, camisetas, blusas, vestidos e mantôs. "As gravuras vão de paisagens ou pontos turísticos a recortes, como uma porta, um gradil, o desenho de um azulejo. Esses detalhes, quando deslocados do contexto original e aplicados em uma blusa, por exemplo, surpreendem pela beleza que passa despercebida no cotidiano", explica Cylene.
A artista trabalha há bastante tempo retratando a cidade, mas foi em 2017 que ela e Roberta uniram forças para começar o negócio. "Eu cuido da parte criativa e Roberta gere a produção e as vendas. Assim, além das gravuras, começamos a produzir camisetas, depois bolsas e, aos poucos, fomos entrando numa área nova para nós, que é a da moda. E deu muito certo. Hoje temos clientes fiéis, que até chamamos de colecionadoras, pois é bem comum comprarem vários vestidos de estampas diferentes", celebra Cylene. Vendas em cylenedallegrave.com.br.

Espaço reúne notícias, mapas, fotos e objetos antigos da metrópole

Aberto desde 2012 no Viaduto Otávio Rocha, um dos principais pontos turísticos da Capital, o Armazém Porto Alegre, localizado no Centro Histórico, surgiu do desejo do publicitário Renato Pereira Junior de valorizar a região. "Na época, morava em frente ao viaduto Otávio Rocha, local pelo qual realizei inúmeros trabalhos voluntários como publicitário, buscando seu reconhecimento e valorização antes mesmo de ter ali um negócio familiar. Esse trabalho segue ainda mais forte com o Armazém Porto Alegre, que levou mais segurança, cuidados e visitantes a esse belo patrimônio tombado pelo município", afirma Renato, que tem a irmã Mauren Pereira como sócia, gerente e chef do Armazém.
A premissa de valorizar a cidade e os símbolos de sua geografia fez parte da decisão de levar Porto Alegre para o nome do negócio. "O nome do pub foi criado em homenagem à cidade - onde não se encontrava um local 'típico' que reunisse lembranças, notícias, mapas, fotos e objetos antigos de uma metrópole ao mesmo tempo urbana e rural, ainda nos dias de hoje. Daí, a inspiração para decorarmos o espaço com o estilo 'gaudério-vintage'", explica. "Enxergamos o viaduto Otávio Rocha como um dos grandes símbolos da Capital, se não o principal, ao lado da Estátua do Laçador e da Usina do Gasômetro", acredita.

Quebra-cabeça inclusivo retrata pontos turísticos

A Eba! Play, marca de playgrounds inclusivos, lançou um painel de quebra-cabeças com imagens de Porto Alegre. "A nossa ideia foi homenagear", diz a empreendedora Daniela Kolb. As peças foram desenvolvidas, ainda, para serem instaladas em áreas externas, como praças, empreendimentos comerciais e escolas. "Como o primeiro será instalado no Embarcadero, que é um empreendimento aguardado pela cidade há décadas, resolvemos retratar alguns pontos que adoramos: Cais do Porto, Redenção e Mercado Público", detalha Daniela, indicando que outros locais poderão entrar no portfólio de estampas no futuro. O objetivo, segundo ela, é promover uma mudança de paradigma e ensinar as crianças a valorizarem a cultura porto-alegrense, a arquitetura e experiências que marcam uma vida, como ir à Redenção aos domingos.

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