Isadora Jacoby

A dupla começou a vender a iguaria típica brasileira durante a pandemia

Empreendedoras criam marca de dadinhos de tapioca congelados

Isadora Jacoby

A dupla começou a vender a iguaria típica brasileira durante a pandemia

Duas amigas e uma paixão em comum por um quitute tipicamente brasileiro: a tapioca. Foi assim que nasceu, durante a pandemia, a Tapí, marca de dadinhos de tapioca congelados comandada por Yasmin Durand, 25, e Mariana Schneider, 23. O petisco, tradicional no Nordeste do País, une a fécula extraída da mandioca ao queijo coalho. Na empresa gaúcha, o quitute está disponível em seis sabores congelados e pode ser preparado frito, assado ou em air fryer (fritadeira sem óleo). 

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Duas amigas e uma paixão em comum por um quitute tipicamente brasileiro: a tapioca. Foi assim que nasceu, durante a pandemia, a Tapí, marca de dadinhos de tapioca congelados comandada por Yasmin Durand, 25, e Mariana Schneider, 23. O petisco, tradicional no Nordeste do País, une a fécula extraída da mandioca ao queijo coalho. Na empresa gaúcha, o quitute está disponível em seis sabores congelados e pode ser preparado frito, assado ou em air fryer (fritadeira sem óleo). 
Yasmin conta que a ideia de produzir os dadinhos de tapioca surgiu em virtude do tempo ocioso no início da pandemia. À frente, também, do restaurante francês Le Bateau Ivre, em Porto Alegre, a empreendedora viu a rotina ficar menos agitada com a chegada da Covid-19 e seus protocolos. Assim, ela e a amiga Mariana decidiram tornar o que antes era um prato preparado em suas confraternizações em negócio. "Sempre fizemos os dadinhos de tapioca em happy hour, churrasco. Era algo presente nas nossas confraternizações. É muito prático de finalizar depois que eles estão congelados, e percebemos que não existia em Porto Alegre. Começamos a produzir na cozinha do Le Bateau Ivre todas as manhãs e a mandar para os amigos experimentarem. Foi um sucesso", lembra Yasmin sobre o início da operação em junho.
As sócias foram responsáveis por todas as frentes do negócio. Desenvolveram a marca, a identidade visual e colocaram a mão na massa, criando as receitas e preparando os itens para serem vendidos. "É bem íntimo nosso contato com o cliente. Claro que, no futuro, pensamos em ter uma equipe para nos ajudar, porque está tendo bastante demanda e não estamos conseguindo suprir tudo sozinhas. Mas gostamos dessa proximidade com o cliente", afirma Yasmin. 
Os dadinhos de tapioca são vendidos pelo Instagram (@querotapi) e WhatsApp em embalagens de 20 unidades, que duram até três meses no congelador. Além do tradicional com queijo coalho, que custa R$ 22,00, outros cinco sabores fazem parte do cardápio. "Tem o que chamamos de fit, que é com queijo e leite sem lactose e chia para equilibrar o índice glicêmico, e de bacon. Tem um sabor que é nossa criação. Fizemos uma pesquisa pelo Brasil só para a data, mas fizeram sucesso e acabamos deixando no cardápio, que são gorgonzola e parmesão", detalha. Os itens partem de R$ 22,00 e vão a R$ 35,00. Além dos dadinhos, as empreendedoras produzem artesanalmente uma geleia de pimenta para acompanhar o petisco que é vendida por R$ 20,00.
TAPÍ/DIVULGAÇÃO/JC
Após seis meses de operação, a Tapí está deixando a cozinha onde nasceu e ganhando o seu próprio local. O investimento foi de cerca de R$ 35 mil, montante que, segundo Yasmin, é fruto dos lucros do negócio. "Abrimos uma indústria e estamos montando nossa própria cozinha. É muito gratificante, porque um negócio em meio à pandemia dar tão certo, para mim ,quer dizer que é bom mesmo. O investimento inicial foi muito baixo. Fomos lucrando e, com esse dinheiro, conseguimos abrir nossa sede", destaca a empreendedora. 
O objetivo com o novo espaço é expandir as vendas para mercados de bairro. "Foi dando certo e começamos a investir mais na marca. Agora, estamos produzindo uma embalagem para, daqui a pouco, vendermos em mercados de bairro. Vendemos para restaurantes também, porque é muito prático", afirma Yasmin, revelando que a marca foi assediada por empreendedores de outros Estados. "Por enquanto, vendemos só em Porto Alegre, mas tem muita gente de São Paulo, do Nordeste e do interior do Estado que nos procura querendo representar a marca. É algo que queremos investir para levá-la para outras cidades", pontua.
Para ela, o segredo da prosperidade do negócio em seus primeiros meses de existência foi o amor das empreendedoras pelo produto. "Foi bem desafiador, eu confesso. Mas realmente apostamos no produto porque é algo que gostamos, que fazemos com carinho. Acho que tudo que colocamos amor tem muita possibilidade de fazer sucesso. Foi surpreendente, porque não achei que daria tão certo quanto deu. Foi muito bom para gente", comemora. 
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Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

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