Vitorya Paulo

Entre março e abril, alternativa registrou pico de acessos

Fruteira de Torres investe em aplicativo próprio para alavancar vendas

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Entre março e abril, alternativa registrou pico de acessos

Antes que os meses de verão cheguem, os negócios do litoral norte gaúcho, normalmente, passam por um longo período de baixa: o inverno. Já acostumados com as dificuldades do esvaziamento das praias na medida em que as temperaturas entram em queda, neste ano, empreendedores passaram por um desafio ainda maior com a pandemia de Covid-19. Impedidos de receber o público de forma presencial durante a bandeira vermelha, protocolo de segurança sanitária instaurado pelo governo estadual para frear a disseminação do vírus, tiveram de buscar alternativas para equilibrar as contas e ainda atender a demanda fora do comum - e adequar a estrutura.

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Antes que os meses de verão cheguem, os negócios do litoral norte gaúcho, normalmente, passam por um longo período de baixa: o inverno. Já acostumados com as dificuldades do esvaziamento das praias na medida em que as temperaturas entram em queda, neste ano, empreendedores passaram por um desafio ainda maior com a pandemia de Covid-19. Impedidos de receber o público de forma presencial durante a bandeira vermelha, protocolo de segurança sanitária instaurado pelo governo estadual para frear a disseminação do vírus, tiveram de buscar alternativas para equilibrar as contas e ainda atender a demanda fora do comum - e adequar a estrutura.
Já se sabe que a digitalização é um caminho sem volta para o empreendedorismo e pode representar o salvamento de negócios. Foi isso que os proprietários da Fruteira PegPag, de Torres, aprenderam durante o período da quarentena. Funcionando desde março, o aplicativo próprio se tornou uma solução para as vendas da empresa, que existe na cidade desde 1970.
Segundo o sócio da PegPag, Camilo Acosta, 33 anos, quando o comércio de Torres estava impedido de receber clientes, entre março e abril, o aplicativo registrou pico de vendas. "Tínhamos 10 a 15 pedidos por dia. Nesse período de lockdown, foi para 70", conta. Com cerca de 80% dos produtos da loja cadastrados no aplicativo, a fruteira oferece o serviço de tele-entrega ou de retirada. "Foi o que salvou as nossas vendas. Só agora as pessoas estão voltando a frequentar presencialmente", relata.
O desenvolvimento do aplicativo, conta Camilo, custou cerca de R$ 2,5 mil, com uma taxa de manutenção mensal. "Tive a sorte de ver, na faculdade, um colega que fez algo parecido. Procurei desenvolver a ideia porque vi que é uma tendência." Foram essas experiências acumuladas que permitiram que a PegPag sobrevivesse e atendesse uma clientela totalmente diferente neste inverno. Um ano que deixará muitas lições e um legado tecnológico sem volta.
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Vitorya Paulo - repórter do GeraçãoE

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