Adriane Fernandes
Adriane Fernandes

Pressão e estratégia: como enfrentamos a pandemia do novo coranavírus

Adriane Fernandes

Em poucos dias, o consumo foi reduzido ao mínimo, freado a partir de incertezas

Pressão e estratégia: como enfrentamos a pandemia do novo coranavírus

Adriane Fernandes

Em poucos dias, o consumo foi reduzido ao mínimo, freado a partir de incertezas

Fevereiro deste ano foi um dos piores meses, em termos de resultados, que registramos na história da Karma Digital. Seguindo um janeiro com cinco semanas e tendo o carnaval no finalzinho, o mês trouxe resultados muito abaixo do esperado para a grande maioria dos clientes. As vendas baixas de fevereiro canalizaram muita esperança e pressão para o mês de março. E todos nós já sabemos o que aconteceu em março.
Em poucos dias, o consumo foi reduzido ao mínimo, freado a partir de todas as incertezas que o início da pandemia trouxe. Em 24 de março, já de quarentena em casa, lavava a louça pensando em quanto tempo de caixa teríamos para nos manter caso tudo desse errado.
Foi quando pensei nos clientes que não teriam caixa. Grande parte deles é composta por pequenas empresas que contam com cada venda para se manter. Vou contar a seguir coisas que aprendemos e como lidamos com as diversas incertezas que surgiram nesses últimos meses.
Preparei um e-mail honesto para meus clientes, onde expliquei que somos uma pequena empresa e que cada cliente é importante para nossa sustentabilidade enquanto negócio. Finalizei solicitando um breve depoimento sobre o trabalho, que seria utilizado em nossas redes sociais e website.
Os clientes demonstraram grande empatia e, muitos, reforçaram a importância do trabalho na construção dos seus resultados. Nesse movimento, não somente estava pedindo ajuda, como estava valorizando quem estava conosco. O que nos leva para o próximo item.
Quando a pandemia começou, éramos uma equipe de quatro pessoas. Mesmo com a perda de alguns contratos, conversei com todos e expliquei: ninguém será desligado. Percebam, uma empresa não existe sem clientes, porém mais do que isso, não existe sem pessoas para atendê-los. E sou muito grata à minha equipe por caminhar comigo pelos primeiros meses, os de maior incerteza, sem fraquejar. Mas, para isso, foi necessário reforçar os nossos valores e cultura.
Na Karma, fornecemos muito mais do que o serviço mídia paga. Somos um recurso que viabiliza transformação, que influencia diretamente em faturamento.
Cada vez que desenhamos uma estratégia e apertamos os botões, não estamos simplesmente subindo anúncios, estamos sendo uma parte importante de um mecanismo que gera receita e empregos. Que todos os dias centenas, senão milhares de pessoas, são impactadas pelas nossas decisões estratégicas e técnicas.
Encontramos uma psicóloga cuja especialização é em estresse no trabalho. Foi um match instantâneo. As conversas, de andamento fluído, acabaram revelando medos e ansiedades de toda a equipe.
Com maturidade para abraçar a terapia, todos aprenderam com os desafios pessoais compartilhados. Desenvolvemos maior integração através das trocas, navegamos juntos por semanas complicadas e descobrimos como lidar melhor com a nova pressão que a Covid nos trouxe.
Nós, enquanto equipe, enquanto prestadores de serviço, trabalhamos mais horas e mais duro. Flutuamos entre as diversas mudanças de algoritmo, estudamos e pesquisamos como nunca. Vibramos juntos (e choramos de alegria) quando quase todos eles receberam créditos emergenciais do Google. Nós sabíamos que, qualquer valor recebido, viria em boa hora.
Nossa equipe dobrou de tamanho e nossa carteira de clientes cresceu. Atualmente, temos lista de espera de novos clientes, pois atender bem quem já confia na gente é a nossa prioridade no momento.
Adriane Fernandes
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