Isadora Jacoby

A Chica Bolacha criou conjuntos mais confortáveis pensando no público que está trabalhando em casa

Marca gaúcha all sizes aposta em coleções para ficar em casa

Isadora Jacoby

A Chica Bolacha criou conjuntos mais confortáveis pensando no público que está trabalhando em casa

Se antes da pandemia algumas pessoas tinham receio de fazer compras online, a modalidade ganhou força com lojas físicas fechadas nos últimos meses. Mesmo quem já estava inserido no universo digital teve de criar estratégias para manter o interesse dos consumidores.

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Se antes da pandemia algumas pessoas tinham receio de fazer compras online, a modalidade ganhou força com lojas físicas fechadas nos últimos meses. Mesmo quem já estava inserido no universo digital teve de criar estratégias para manter o interesse dos consumidores.
Thayna Candido, 35 anos, proprietária da Chica Bolacha, marca que produz roupas de todos os tamanhos em Porto Alegre, analisa positivamente a performance do negócio na pandemia. A marca autoral, produzida desde 2001, ganhou uma coleção de roupas para ficar em casa, o que rendeu, segundo a empreendedora, um dos melhores resultados de venda da Chica Bolacha. A ideia surgiu a partir de uma necessidade própria de ter roupas confortáveis para trabalhar de casa que não fossem pijamas. "Quando começou a pandemia, pensei que ninguém compraria roupa de sair para rua, porque não era o clima. Nos inspiramos em nós mesmas, no que gostaríamos de usar agora, que não fosse pijama. Então, fizemos os conjuntos de ficar em casa. Conseguimos ousar um pouco mais nas estampas e foi um sucesso absurdo. Foi um dos meses que mais vendemos na história da marca. Entendemos uma necessidade que as pessoas não sabiam que tinham", orgulha-se Thayna, que vende, em média, 2 mil peças por mês.
Por coincidência, pouco antes da pandemia, em fevereiro, a marca fechou a sua loja física, em Porto Alegre, para direcionar os esforços todos para o online. "Foi um timing perfeito. Nem acreditamos na sorte de ter tido esse insight antes da pandemia. Resolvemos aumentar a produção, que é 100% local e feminina, e concentrar isso de uma forma mais sustentável, que tivéssemos mais controle de onde vem nosso produto. Migramos toda a nossa produção para uma fábrica bem grande em Porto Alegre e estamos operando só com o virtual", explica.
As peças, que vão do número 38 ao 60, agora são vendidas somente pelo ecommerce da marca (www.lojachicabolacha.com.br). Por lá, é possível encontrar a coleção de verão para ficar em casa, dando continuidade a ideia surgida no início da pandemia. As peças partem de R$ 109,00. "Vamos manter sempre essa coleção de ficar em casa, porque é uma coisa que deu super certo. Mas entendi, também, pela necessidade das clientes, que as pessoas estão precisando de roupas normais de novo, para sair de casa, para tentar voltar à normalidade, resgatar sua essência, ter mais vaidade. Então, também lançamos a coleção de verão normal que sempre fazemos", pondera Thayna. A empreendedora acredita que os últimos meses foram positivos para quem trabalha com ecommerce e soube aproveitar a demanda.
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Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

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