Pâmela Maidana

Doce Capitu vai completar dois anos em dezembro

Jovem começou fazendo roupas para bonecas e hoje é dona de marca própria

Pâmela Maidana

Doce Capitu vai completar dois anos em dezembro

Costurar faz parte das tradições de muitas famílias. Na de Fernanda Barbosa, 24 anos, de Porto Alegre, não foi diferente. A avó, a mãe e a tia são habilidosas na prática, o que a motivou a fazer as primeiras tentativas em peças para as suas bonecas aos 7 anos. Hoje, ela é dona da Doce Capitu, marca de roupas virtual que tem o propósito de fazer as mulheres se sentirem bonitas independentemente da forma de seus corpos.

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Costurar faz parte das tradições de muitas famílias. Na de Fernanda Barbosa, 24 anos, de Porto Alegre, não foi diferente. A avó, a mãe e a tia são habilidosas na prática, o que a motivou a fazer as primeiras tentativas em peças para as suas bonecas aos 7 anos. Hoje, ela é dona da Doce Capitu, marca de roupas virtual que tem o propósito de fazer as mulheres se sentirem bonitas independentemente da forma de seus corpos.
Quando pequena, a mãe de Fernanda lhe trazia retalhos que ganhava da estilista para a qual trabalhava, e começou a fazer roupas para os brinquedos na mão. Até porque ainda não tinha uma máquina de costura. Ela customizava também peças de brechós, não só para ela mesma, mas também para seus amigos. A criação da Doce Capitu veio por insistência deles, inclusive.
Com o nascimento da filha Anthonia, Fernanda começou a ter problemas com sua autoestima, daí o surgimento do propósito do projeto. “A minha ideia era que eu e outras mulheres pudessem se sentir sexy, se sentir bem, independentemente se fôssemos magras ou gordas. As primeiras peças são uns pijaminhas transparentes que eu fiz no começo. Até hoje faço sob medida para que qualquer pessoa possa ter acesso”, diz.
Fernanda pesquisa muito na internet para criar os seus modelos, e a disponibilidade da peça varia conforme o clima e os pedidos dos próprios clientes. “Eu faço quando tem material. Se é uma peça que eu sei que eu estou recebendo muita encomenda, está vendendo bastante e tem material, faço reposição dela. Se é uma peça que não vendeu tanto e já acabou, não faço reposição, porque eu também tenho que pensar na questão das estações do ano. Não posso fazer uma peça muito de inverno no verão”, interpreta.
INSTAGRAM/DIVULGAÇÃO/JC
Antes da pandemia, Fernanda fazia faculdade, estágio, cuidava da avó nos fins de semana e ainda empreendia. Com tudo isso, afirma que ser empreendedora e mãe não é fácil. “Falta valorização. As pessoas querem colocar preço no teu trabalho e acham que é aquilo ali que vale. Sendo que não é. Eu sempre fiz, desde o início, tudo sozinha. Faço todo o processo, desde a criação dos moldes, embalagens, peças”, Fernanda pontua.
Os preços variam de R$ 20,00 (uma touca de cetim) a R$ 120,00 para o macacão de oncinha, que é a peça mais cara. O vestido de cetim e o top de oncinha são as peças mais procuradas da loja, tanto que eles esgotaram no início da pandemia por falta de material. O comércio da loja, que completará dois anos em dezembro, é todo feito pelo Instagram @docecapitu.
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Pâmela Maidana - repórter do GeraçãoE

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