Vitorya Paulo

Prestho cresceu 331,6% em volume de acessos nos últimos meses

App visa facilitar acesso ao crédito consignado com linguagem adaptada

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Prestho cresceu 331,6% em volume de acessos nos últimos meses

Ao perceber que existia pouca tecnologia pensada para a terceira idade, a publicitária Patrícia Soares, 36, ficou inquieta. Pensando em facilitar a vida deste público e contribuir com a inclusão digital e social, ela e o sócio, Diego Andrade, que já trabalhavam juntos no mercado financeiro, montaram a Prestho, fintech de Minas Gerais voltada a facilitar o acesso ao crédito. Lançada em 2019, a plataforma, nos últimos meses, cresceu 331,6% em volume de acessos.

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Ao perceber que existia pouca tecnologia pensada para a terceira idade, a publicitária Patrícia Soares, 36, ficou inquieta. Pensando em facilitar a vida deste público e contribuir com a inclusão digital e social, ela e o sócio, Diego Andrade, que já trabalhavam juntos no mercado financeiro, montaram a Prestho, fintech de Minas Gerais voltada a facilitar o acesso ao crédito. Lançada em 2019, a plataforma, nos últimos meses, cresceu 331,6% em volume de acessos.
Com experiência de quase 20 anos com crédito consignado, Patrícia lembra que o principal desafio da ideia era eliminar a burocracia e a papelada do processo de obtenção de crédito. "Queríamos que o público fosse inserido no mundo da inovação, além de entregar a eles a autonomia para simular e contratar um empréstimo a qualquer hora e dia, sem sair de casa. Seja de madrugada ou em um domingo", afirma. Antes da plataforma ir ao ar, durante 12 meses, foi realizado um estudo sobre o comportamento e necessidades das pessoas idosas. "No desenvolvimento, analisamos que tipo de aparelho o público mais usava. A maioria tem aparelhos Android, com pouco espaço de armazenamento e, desta forma, o aplicativo tinha que ser leve", conta.
Ao desenvolver um aplicativo voltado para os mais velhos, eles previram as eventuais dificuldades. "O jovem já está inserido neste mundo digital e navega com facilidade em um aplicativo que foi desenvolvido pensando nas necessidades específicas dos seniores digitais. Já uma pessoa de 65 anos, que tem dificuldade de se relacionar com a tecnologia, não vai ter uma boa experiência em um aplicativo que for focado para jovens", exemplifica. A solução, então, foi desenvolver uma plataforma com linguagem adaptada, tamanhos de fontes e botões diferentes, cores, vídeo explicativo durante a jornada de contratação, informações claras e simples.
Para a publicitária, é preciso, cada vez mais, dar atenção ao nicho 60 . "Os estudos indicam que, em 2030, o número de idosos ultrapassará o número de crianças. É um público esquecido pelo mercado", destaca.
Como tendências de mercado, Patrícia acredita que os idosos ficarão ainda mais ativos nos serviços digitais e de e-commerce. "Tivemos simulações de crédito por usuários acima de 60 anos entre 1h e 5h da manhã. Este comportamento mostra que os idosos estão cada vez mais conectados", acredita.
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Vitorya Paulo - repórter do GeraçãoE

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