Isadora Jacoby

Com base em Estrela e em Porto Alegre, a Alegria e Cia Festas encontrou uma maneira de seguir operando durante a pandemia

Empresa faz festas de aniversário nas calçadas para crianças isoladas

Isadora Jacoby

Com base em Estrela e em Porto Alegre, a Alegria e Cia Festas encontrou uma maneira de seguir operando durante a pandemia

Março foi marcado pelo início das orientações de isolamento social, em razão da pandemia de coronavírus, e também pela interrupção na atividade de diversos negócios. A empresa de entretenimento infantil Alegria e Cia Festas teve sua programação diretamente afetada pelo contexto. "Entendemos que o entretenimento foi o primeiro a ser impacto e deve ser o último a voltar. Como administrador, estou muito preocupado, liberamos funcionários", pontua Gustavo Saldanha, 35, sócio da empresa junto com sua esposa, Rafaela Saldanha, 34.

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Março foi marcado pelo início das orientações de isolamento social, em razão da pandemia de coronavírus, e também pela interrupção na atividade de diversos negócios. A empresa de entretenimento infantil Alegria e Cia Festas teve sua programação diretamente afetada pelo contexto. "Entendemos que o entretenimento foi o primeiro a ser impacto e deve ser o último a voltar. Como administrador, estou muito preocupado, liberamos funcionários", pontua Gustavo Saldanha, 35, sócio da empresa junto com sua esposa, Rafaela Saldanha, 34.
No entanto, foram poucos os dias de portas fechadas. Rapidamente, o empreendedor encontrou uma solução para seguir animando as pessoas durante a quarentena. O carro de som da empresa, antes usado para divulgação em escolas, passou a circular nas ruas de Estrela distribuindo mensagens positivas e alimentos para pessoas que precisam, tudo isso com muita música. Trazer o modelo para a Capital foi uma questão de tempo, relata Gustavo. "Uma moça me contou que a festa de aniversário da afilhada dela tinha sido cancelada, e falou que queria fazer o parabéns na janela, pediu se tinha alguma ideia. Fizemos uma festa na calçada. A rua toda participou, todos os prédios de janela aberta. No fim, perguntei quem tinha gostado da festa da Isa e todo mundo gritou. Mostrei para a menina quantos convidados tinha tido e como a festa foi especial", lembra.
A empresa de entretenimento infantil faz parte do Grupo Moinhos, nome do sítio de visitação escolar que os sócios administram em Estrela. Gustavo e Rafaela perceberam que as atividades de recreação do espaço rural poderiam se tornar uma nova forma de incrementar o negócio. "Nós tínhamos o serviço de recreação infantil no sítio e trocávamos muita ideia com os proprietários da Alegria e Cia Festas, uma empresa com mais de 20 anos de operação em Porto Alegre. Há quatro anos, fiz uma proposta para comprar a empresa porque vislumbrei essa possibilidade de atuar mais na Capital. Sou natural de Porto Alegre, então muita gente pedia para atendermos aí", explica Gustavo. Desde então, os sócios passaram a dividir seu tempo entre as atividades do sítio, em Estrela, e as de recreação, em Porto Alegre, onde atuam em shoppings, clubes, festas privadas e no Estádio Beira-Rio, onde são responsáveis pelo espaço kids da área Vip.
ALEGRIAECIA/DIVULGAÇÃO/JC
Durante a pandemia, as festas na calçada ganharam nome e se tornaram o projeto Alegria da Janela. A cada apresentação paga, a empresa faz, pelo menos, outras três gratuitas no mesmo dia, em diversas regiões da cidade, com o objetivo de animar quem está isolado. "Pensamos não só no lado motivacional, mas também na parte comercial,  tentando gerar alguma renda. Entendo que, quando passar tudo isso, seremos uma das primeiras empresas lembradas por quem for fazer uma festa porque estamos sendo vistos", acredita Gustavo.
No repertório, músicas infantis atuais e as da década de 1980 animam os moradores em meio a frases que orientam as pessoas a permanecem em casa. A música que mais emociona o público, segundo Gustavo, é Lua de Cristal, da Xuxa. "Se prestar atenção, a letra é muito legal, e a introdução da música é bem lenta. Nesse momento, falamos algumas coisas bacanas, parabenizamos quem está em casa, falamos que tudo vai passar, que logo as pessoas vão poder sair para buscar o pão de cada dia. Falamos para usarem as armas do bem: máscara, sabão, álcool em gel, ficar em reclusão. Vemos muita gente chorando nas janelas. É muito emocionante", orgulha-se. 
As festas nas calçadas duram em torno de 40 minutos e custam R$ 500,00, metade do valor cobrado antes da pandemia. Atualmente, Gustavo conta com dois funcionários durante as atividades. Na contratação, é possível pedir por personagens infantis, que estarão fantasiados, mas, claro, sem esquecer do item mais importante: a máscara. "A primeira pessoa que contratou pediu a Elsa, do filme Frozen. Foi uma decisão bem difícil se ia de máscara ou não, o Homem Aranha também. Não é original dos personagens, mas o momento pede várias exceções. Temos que mostrar as coisas certas", acredita. 
A contratação dos serviços da Alegria e Cia Festas por der feita pelo Instagram (@alegriaeciafestas) ou através do WhatsApp (51) 99945-8929.
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