Isadora Jacoby

O espaço reúne área de trabalho coletiva e loja de materiais para cerâmica

Porto Alegre ganha coworking para ceramistas

Isadora Jacoby

O espaço reúne área de trabalho coletiva e loja de materiais para cerâmica

Criar um espaço para troca de experiências e para fomentar o mercado da cerâmica. Foi com esse objetivo que as sócias Roberta Zettel, 36, Nathália Schmitz, 33, e Marina Carvalho, 32, inauguraram, em dezembro, o Greta Clube de Cerâmica, localizado na rua Felipe de Oliveira, nº 323, em Porto Alegre. As três já trabalhavam juntas ministrando cursos da técnica no atelier que Marina administra há três anos, o Alma Objetos Cerâmicos. Foi percebendo o crescente interesse dos alunos que o trio decidiu empreender. "Muitos alunos queriam abrir o seu negócio, mas para começar é complicado porque tem que ter muitos equipamentos, o custo é alto. O pessoal acabava produzindo em casa, levando as peças para queimar em outro lugar. O primeiro insight foi olhar para isso e ver que tinha gente querendo ter produções mais fortes", conta Roberta.

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Criar um espaço para troca de experiências e para fomentar o mercado da cerâmica. Foi com esse objetivo que as sócias Roberta Zettel, 36, Nathália Schmitz, 33, e Marina Carvalho, 32, inauguraram, em dezembro, o Greta Clube de Cerâmica, localizado na rua Felipe de Oliveira, nº 323, em Porto Alegre. As três já trabalhavam juntas ministrando cursos da técnica no atelier que Marina administra há três anos, o Alma Objetos Cerâmicos. Foi percebendo o crescente interesse dos alunos que o trio decidiu empreender. "Muitos alunos queriam abrir o seu negócio, mas para começar é complicado porque tem que ter muitos equipamentos, o custo é alto. O pessoal acabava produzindo em casa, levando as peças para queimar em outro lugar. O primeiro insight foi olhar para isso e ver que tinha gente querendo ter produções mais fortes", conta Roberta.
À medida que o negócio foi tomando forma, elas perceberam outra demanda ainda não atendida em Porto Alegre: uma loja específica de materiais para a técnica. "O mercado da cerâmica está crescendo no Rio Grande do Sul, e faltava uma loja de materiais. Todos ceramistas compram bastante fora", explica Roberta. O espaço de vendas opera das 10h às 20h. Marina acredita a gastronomia foi peça-chave para o crescimento desse mercado. "Há 3 anos, tinha bem pouca coisa. Lá no Alma, temos em torno de 60 alunos e muitos têm marcas. A gastronomia está abraçando muito a cerâmica. Esse foi o pulo do gato para popularizar. Tem muito espaço para crescer e, quanto mais pessoas estiverem envolvidas, melhor."
Isadora Jacoby/Especial/JC
Além da loja e do espaço coletivo, a casa que abriga o clube conta com cinco escritórios privados. As salas podem ser alugadas por trimestre ou semestre e custam de R$ 1.000,00 a R$ 1.450,00 por mês. Os residentes, como são chamados, podem acessar o espaço em qualquer horário. Já a sala coletiva, que abriga até oito profissionais simultaneamente, é alugada por turnos; o plano mais básico, que compreende um turno de quatro horas por semana, custa R$ 280,00 por mês. Nessa modalidade, o maior valor é de R$ 960,00 para seis turnos semanais. "Fornecemos uma estrutura básica, com equipamentos e algumas ferramentas, para que a pessoa chegue e possa começar o trabalho", diz Nathália. 
As sócias, que investiram em torno de R$ 70 mil no negócio, ficaram surpresas com a receptividade do público. "Todas as salas estão ocupadas. Nunca achei que não daria certo, mas foi bem surpreendente a velocidade com que alugamos as salas individuais", expõe Roberta. Para o futuro, elas planejam oferecer cursos e fazer feiras para estimular o mercado. "Uma das funções desse espaço é que seja um ponto de encontro entre os ceramistas. Em 2020, queremos movimentar, fazer cursos, eventos. É legal ter gente para conversar, trocar, ter um apoio mesmo porque é difícil", ressalta Roberta.  O nome Greta significa rachadura, ponto que as sócias destacam como fundamental no processo. "A rachadura é uma coisa bem importante, uma lição. A cerâmica pode ser muito frustrante em alguns momentos. Colocamos esse nome não para ser um erro, mas porque faz parte do processo. Todo ceramista tem que ser bem resiliente, porque é uma atividade artesanal. Por isso, temos que valorizar cada vez mais esse trabalho", finaliza Roberta. 
Isadora Jacoby/Especial/JC
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