Vitorya Paulo

B2Mamy tem o propósito de reconectar mulheres ao mercado de trabalho através de capacitações

Aceleradora focada em mães chega ao Estado

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B2Mamy tem o propósito de reconectar mulheres ao mercado de trabalho através de capacitações

Uma empresa de educação que prepara e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia. É assim que a aceleradora B2Mamy se rotula. Ao desembarcar em Porto Alegre, nesta semana, com evento no Tecnopuc para compartilhamento de histórias empreendedoras na maternidade, a empresa pretende iniciar uma comunidade de mulheres gaúchas engajadas na reinserção de mães no mercado de trabalho.

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Uma empresa de educação que prepara e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia. É assim que a aceleradora B2Mamy se rotula. Ao desembarcar em Porto Alegre, nesta semana, com evento no Tecnopuc para compartilhamento de histórias empreendedoras na maternidade, a empresa pretende iniciar uma comunidade de mulheres gaúchas engajadas na reinserção de mães no mercado de trabalho.
A community partner da empresa, Ana Homem, é a responsável por estreitar relações com os diferentes locais que a B2Mamy chega e preparar o contexto local para que seja possível realizar as jornadas de treinamentos. Para ela, empreendedorismo é "uma das formas mais inteligentes que as mulheres têm de se adaptarem" à exclusão que sofrem no mundo corporativo. Confira alguns trechos da entrevista com Ana sobre essa perspectiva:
GeraçãoE - Como começou a sua relação com a questão da maternidade e do mercado de trabalho?
Ana Homem - Depois do nascimento do meu terceiro filho, sofri uma demissão, assim como 48% das mulheres que voltam da licença maternidade. Fiquei perdida e decidi abrir uma startup que se chama Workamamy, que auxilia mulheres a voltar ao mercado de trabalho através da educação on-line. Levei essa ideia para a aceleradora B2Mamy e participei do Pulse, que é um dos programas que a empresa oferece. Assim, tornei a minha startup rentável em menos de um ano. Porém, fiz tudo isso no ecossistema de São Paulo e, quando quis circular no gaúcho, senti falta de uma comunidade engajada, que acolhesse o fato de eu ser mãe e que me proporcionasse a capacitação que eu precisava para me manter empreendendo. Quando a B2Mamy decidiu expandir, vi que faria sentido não só para mim, como para outras mulheres como eu, liderar essa jornada aqui no Sul.
GE - Por que investir no mercado da jornada da maternidade?
Ana - Nasce um bebê a cada 20 segundos no Brasil. É um mercado que movimenta R$ 50 bilhões por ano. Somos metade da população e mãe da outra metade. Estar presente para isso é compreender a força que a mulher é capaz de movimentar. Mas, assim como somos grande em números, necessitamos de união e apoio para que mais mulheres possam empreender com mais propósito e com mais capacidade de execução.
GE - Quais são os principais desafios para treinar as mulheres que são mães?
Ana - A solidão e a dúvida de como retomar a carreira ou empreender cuidando da família, a importância de conhecer novas pessoas nesse contexto que tenham afinidade e empatia com essa condição da mulher. Além de aprender habilidades da nova economia (os famosos soft skills).
GE - E o que as mulheres que são mães devem ter em mente sobre o mercado de trabalho e empreendedorismo?
Ana - Que o mundo está mudando rápido e que os negócios mudam na mesma velocidade. Se adaptar ao mercado requer um olhar apurado, para tirar da frente o que não é relevante e estar presente para o que fará diferença no seu negócio. Nunca foi tão fácil e tão rápido fazer, e pensar de forma exponencial e colaborativa é uma tendência presente que precisamos estar atentas.
GE - Como funcionará a B2Mamy em Porto Alegre?
Ana - Seremos um braço direto da empresa e disponibilizaremos a oportunidade das mães terem acesso à capacitação para criarem ou alavancarem suas empresas, num ambiente seguro e com olhar também voltado para a maternidade.
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Vitorya Paulo - repórter do GeraçãoE

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