Luka Pumes

Alexandre Botelho criou o Food in the Street, empresa focada em vender lanches de porta em porta

Empreendedor fatura R$ 17 mil por mês em cima de um patinete no Sarandi

Luka Pumes

Alexandre Botelho criou o Food in the Street, empresa focada em vender lanches de porta em porta

Há alguns meses quem caminha pelo bairro Sarandi observa duas figuras no mínimo curiosas. De uniforme, patinete, mochila térmica e uma plaquinha que costuma atrair muitos olhares, Alexandre Botelho, 24 anos, é o empreendedor responsável pela Food in the Street, empresa focada em vender lanches de porta em porta para estabelecimentos do entorno. Ele mesmo faz o delivery junto a Vagner Monteiro, 35 anos, entregador.

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Há alguns meses quem caminha pelo bairro Sarandi observa duas figuras no mínimo curiosas. De uniforme, patinete, mochila térmica e uma plaquinha que costuma atrair muitos olhares, Alexandre Botelho, 24 anos, é o empreendedor responsável pela Food in the Street, empresa focada em vender lanches de porta em porta para estabelecimentos do entorno. Ele mesmo faz o delivery junto a Vagner Monteiro, 35 anos, entregador.
"A gente carrega a mochila em dois turnos por dia com todos os produtos. Cada um fica com um lado do bairro. Pensamos em intercalar, mas assim a gente acaba conhecendo e fixando o gosto de cada cliente. Isso traz benefícios até na hora da produção", explica Rafael.
Hambúrguer de maionese caseira, de barbecue, pão integral com recheio de frango, brownie, suco de laranja, chocolate quente, café e refrigerante são os produtos que Alexandre e Wagner levam na mochila, que, segundo eles, chega a pesar 23 kg.
Divulgação/Food in the Street/JC
Vagner conta que parou Alexandre na rua por ter se encantado com o material que o empreendedor carregava. "Eu nem conhecia ele. Cheguei e perguntei onde eu pegava uma mochila dessas para trabalhar. Queria algo que desse para conciliar com as aulas que dou em uma academia e ao tempo que dedico ao meu esporte, o fisiculturismo. Ele me tratou muito bem e um tempo depois já estamos trabalhando juntos."
Alexandre explica que a entrada de Vagner elevou de patamar a marca, que hoje, fatura em torno de R$ 17 mil reais no mês e conta com cinco pessoas entre as operações de preparo e entrega. "Demorou uns 40 dias para que eu pudesse fornecer todo o material para ele trabalhar. O patinete é um investimento. Em contrapartida, foram apenas dois dias até ele me alcançar em faturamento e em menos de um mês já tínhamos dobrado os rendimentos individuais."
A Food in the Street contabiliza atualmente 65 estabelecimentos visitados por dia, com um total de 390 clientes. Os planos para o futuro vão na linha do que já está acontecendo. "Quero expandir para 10 entregadores até o final de 2020. Espaço físico não é meta. A maioria das pessoas que compram de nós realmente fazem isso porque não podem sair nem para ir no estabelecimento do lado e fazer um lanche, seja por norma do local ou por realmente não ter tempo" analisa Alexandre.
Como mensagem para quem quer empreender, Alexandre é enfático. "Quer fazer dinheiro? Vai vender na rua. As coisas fluem. Eu quebrei quatro negócios antes da Food. Entrei nessa pensando em ir embora do País e hoje só penso em ficar para expandir cada vez mais."
LUKA PUMES/ESPECIAL/JC
Luka Pumes

Luka Pumes - repórter do GeraçãoE

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