Isadora Jacoby

A Fiaparia tem mais de 30 crocheteiras parceiras para a produção de peças

Bolsas de crochê para vencer o câncer

Isadora Jacoby

A Fiaparia tem mais de 30 crocheteiras parceiras para a produção de peças

A aproximação com o fazer à mão aconteceu em um momento turbulento da vida de Angela Rosana, 50 anos. Trabalhando como bancária há 30 anos, foi faltando apenas cinco para a sua aposentadoria que ela descobriu um câncer de mama. "Nesse momento, surgiu uma urgência de viver", relata.

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A aproximação com o fazer à mão aconteceu em um momento turbulento da vida de Angela Rosana, 50 anos. Trabalhando como bancária há 30 anos, foi faltando apenas cinco para a sua aposentadoria que ela descobriu um câncer de mama. "Nesse momento, surgiu uma urgência de viver", relata.
Durante o tratamento, Rosana viu nas redes sociais uma sugestão de curso de crochê para iniciantes. Avaliou que seria uma boa possibilidade para passar o tempo durante a recuperação. As primeiras peças foram produzidas para seu próprio uso.
"Fui em uma loja e a moça perguntou quem tinha feito. Ela disse para deixar lá na loja para venda, enxergou como um negócio antes de mim mesma", lembra. Nasceu, asism, a Fiaparia, nome que remete a desconstrução do trabalho com fios. Para colocar o trabalho em prática, a empreendedora precisava de ajuda, já que a técnica era recente em sua vida. A ideia para solucionar essa questão veio durante uma consulta e o resultado foi mais rápido que o esperado por Rosana. "Tive um insight e coloquei um anúncio na OLX chamando pessoas para me ajudarem. Está muito na moda os quadradinhos de crochê e, com eles, dá para fazer muitas peças. Pensei que as crocheteiras poderiam produzir os quadrados e eu ficaria com a finalização da peça. Naquele minuto, foi um avalanche de mulheres que me procuraram. Sempre digo que esse foi meu primeiro dia."
Hoje, com mais de 30 crocheteiras parceiras, a Fiaparia vende bolsas, xales e toucas. Os preços dos produtos, vendidos no e-commerce da marca, variam de R$ 200,00 a R$ 300,00. Além do on-line, é possível marcar um horário para ir até o atelier, que fica na avenida Icaraí, número 1.717, sala 811.
Rosana acredita que o interesse do público pelos produtos feitos à mão é crescente. "Existe uma tendência muito forte. Fui parar nisso, justamente, por ter essa tendência. Existe uma valorização do fazer manual e o que isso transmite de afeto e de entrega."
Isadora Jacoby

Isadora Jacoby - repórter do GeraçãoE

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