Texto: Giana Milani

Lawtech aposta em soluções para o meio jurídico e estima crescimento de 70% em 2019

Startup cria serviço de 'Uber dos Tribunais'

Texto: Giana Milani

Lawtech aposta em soluções para o meio jurídico e estima crescimento de 70% em 2019

A lawtech (nome para startups do setor jurídico) DOC9, de Porto Alegre, lançou, recentemente, o "Uber dos tribunais" - como seus fundadores a apelidaram. Trata-se de uma plataforma que conecta empresas a representantes de empregadores nas audiências.

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A lawtech (nome para startups do setor jurídico) DOC9, de Porto Alegre, lançou, recentemente, o "Uber dos tribunais" - como seus fundadores a apelidaram. Trata-se de uma plataforma que conecta empresas a representantes de empregadores nas audiências.
O advogado e CEO Klaus Riffel estima que são mais de 10 mil parceiros cadastrados na rede. "Os advogados que se formam começam a trabalhar com a DOC9 para ter acesso a grandes escritórios que geralmente não teriam. Eu não só contrato ele na ponta, como condiciono-o de maneira diferente", ressalta. Ou seja, a lawtech funciona como uma ponte entre o cliente e o fornecedor.
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Klaus comenta que o fluxo de preparação para a defesa é seguro. "Nosso parceiro obrigatoriamente deve acessar as informações do caso através de um aplicativo. Ele precisa escutar um áudio explicativo que gravamos e que gera a capacidade de absorver de forma dinâmica", diz.
Através do app, a equipe da DOC9 acompanha o percurso do profissional até o fórum e durante a audiência, o que garante a flexibilidade na possibilidade de acordos.
Para se cadastrar no "Uber dos tribunais" é necessário se inscrever no site e aguardar a avaliação da startup. "Observamos a expertise na área que o candidato quer atuar. A especialização conta pontos. Conforme o desempenho, vai subindo e descendo no nosso ranking", afirma.
Klaus admite que tem perfil empreendedor e recorda que a inovação foi fundamental para o pontapé inicial. "Nosso primeiro serviço foi o de cópias. A ideia surgiu quando eu trabalhava em uma banca de advogados e recebi na minha mesa uma quantidade grande de processos, mais de 5 mil. Estavam espalhados pelo Estado inteiro", lembra.
Na época, era comum que os advogados fotografassem os processos, mas a qualidade não era garantida. Klaus desenvolveu, então, uma maleta portátil para levar aos balcões dos fóruns e digitaliza-los de maneira padrão. "Começamos a ganhar mercado e isso nos deu abertura dentro dos escritórios para oferecermos outros serviços", conta.
O negócio fundiu-se, há pouco, com a LinkJUr, outro player do setor. A partir disso, a empresa contabiliza um crescimento de cerca de 70% em 2019. "Nosso serviço está cada vez mais objetivo e automatizado, mas sem esquecer a parte artesanal e pessoal do nosso atendimento", revela.
Giana Milani

Giana Milani - repórter do GeraçãoE

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