D.J. Castro
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Crise Global: como as marcas podem reagir

D.J. Castro

Empresas precisam ter cuidado para não tomarem ações que possam ser percebidas como oportunistas

Crise Global: como as marcas podem reagir

D.J. Castro

Empresas precisam ter cuidado para não tomarem ações que possam ser percebidas como oportunistas

O mundo está enfrentando uma pandemia com uma nova doença causada por um vírus que se espalha muito facilmente. Os governos em todo o mundo estão reagindo fortemente, com vários países determinando isolamento da população em suas casas. Milhões de pessoas em casa significa que a atividade econômica fica prejudicada. Por conta disso, as bolsas de valores tiveram um crash gigantesco, fragilizando ainda mais a situação das empresas e dos mercados.
Os choques sofridos por nações e por grandes empresas negociadas em bolsa rapidamente irão se refletir por toda a sociedade, em cada país em que o vírus chegar. E os casos já estão aumentando no Brasil. Em paralelo às questões de saúde pública, já estamos vendo mudanças drásticas no comportamento dos consumidores nos países afetados, e essas mudanças, em diversas medidas, devem acontecer por aqui. As empresas precisam tomar medidas para diminuir os impactos econômicos, buscando soluções para continuar o trabalho e manter o máximo possível o ritmo dos negócios.
Um primeiro impacto esperado é uma diminuição brusca na circulação de pessoas e sua participação em eventos em grupo. Isso reduzirá fortemente o faturamento de negócios que dependem da presença física e de agrupamento de pessoas. Segundo a IPSOS, os negócios que serão mais impactados inicialmente pelas mudanças de comportamento dos consumidores são: lojas físicas, locais de lazer, itens de grande valor agregado (carros, produtos de luxo), bebidas alcólicas, turismo e tecnologias para o consumidor.
Na China, na fase inicial da epidemia, as pessoas consumiram mais produtos de cuidados médicos, comidas e bebidas (estocando para se prevenirem) e, também, mais serviços on-line. Diminuindo, assim, a compra de roupas e produtos de beleza. Ocorreu um grande aumento na utilização de serviços de delivery, na audiência de serviços de streaming e atividades físicas indoor, como exercícios e até a limpeza das casas. Mais tempo nas residências significa também a oportunidade de cozinhar, desenvolver atividades criativas, tocar instrumentos musicais e criar memes, entre outros.
Com o medo de compartilhar espaços públicos houve, na China, um aumento na intenção de compra de veículos particulares. Em contrapartida, também se verificou uma maior preocupação com as questões ambientais. Um resultado que expõe a contradição de percepção existente nas pessoas em relação a essas questões. Na língua chinesa, o ideograma de "crise" também significa "oportunidade", e é fato que essa nova crise pode criar oportunidades de negócios para muitas empresas. Elas precisam, no entanto, ter cuidado para não tomarem ações que possam ser percebidas como oportunistas, porque podem gerar reações adversas e até boicotes. É um momento extremamente delicado e os próximos meses tem que ser navegados com cautela.
 
D.J. Castro
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